Opinião: En cada rincón II

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Continuando a percorrer as marcas da presença portuguesa na Venezuela, talvez o mais ilustre português tenha sido Juan Fernandez de Léon e Pacheco, natural do Algarve, o qual teria papel de relevo ao fundar a cidade de Guanare, capital do Estado de Portuguesa. Mencionado na Real Cédula de 1578, Léon Pacheco, que chegara em 1464, ao abrigo de procedimento instaurado na Casa de Contratación, com 7 escravos devidamente licenciados, evitara a expulsão precisamente ao abrigo da mencionada circunstância (no último artigo) de aqui ter a sua residência há mais de dez anos, sendo-lhe outorgados direitos de participar em quaisquer empreendimentos.
Mais tarde, tomaria parte no grupo de 150 companheiros que com Losada fundariam Caracas. Em 1572 contrairia matrimónio com a venezuelana Violante de Barrios (é de sublinhar que a doutrina não é unânime) e desse matrimónio nasceria o filho Simón, que o acompanharia em 1591 na fundação de Guanare. Talvez ainda mais significativo seja o facto de uma de seus filhas ter casado com D. Simón Bolivar, antepassado do Libertador, assim incluindo marca portuguesa na família do mais ilustre venezuelano.
A 3 de Novembro de 1591, chegaríamos assim ao feito que o notabilizaria: a já referida fundação da cidade de Guanare (originalmente, Ciudad del Espíritu Santo del Valle de San Juan de Guanaguanare), num grupo de 29 fundadores que comportava outros concidadãos. A sua linha de vida, ademais deste corolário, comporta outros desempenhos dignos de registo, como sejam o de Alcalde de Caraballeda, co-fundador de Espíritu Santo de Querecrepe (povoação de existência efémera), e actor, como dissemos, da fundação de Santiago de León de Caracas, cidade em cujo Cabildo desempenharia várias funções.

 

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