Município de Coimbra aprova contas de 2020 com votos da maioria socialista

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Arquivo-Carlos Jorge Monteiro

A Câmara de Coimbra aprovou hoje as contas de 2020 com os votos favoráveis do PS, numa reunião em que também foram aprovadas as contas dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC).

Os documentos de prestação de contas do exercício do município, presidido por Manuel Machado, bem como o inventário municipal e a aplicação dos resultados foram aprovados com os votos a favor da maioria socialista, uma abstenção da CDU, uma abstenção de Paula Pêgo (vereadora independente que foi eleita nas listas do PSD) e quatro votos contra do PSD e do movimento Somos Coimbra.

Já os documentos de prestação de contas do exercício de 2020 dos SMTUC e a aplicação dos resultados foram aprovados com os votos a favor do PS, da CDU e de Paula Pego, tendo-se abstido os eleitos do PSD e do Somos Coimbra.

“Analisando a situação económica e financeira do município, verifica-se um aumento do volume de rendimentos relativamente ao ano anterior no montante de 1,4 milhões de euros e um aumento do valor dos gastos de 943 mil euros”, afirmou Manuel Machado durante a discussão das contas.

Na sua intervenção, numa reunião extraordinária do executivo, o presidente da Câmara realçou que “o resultado antes de depreciações e gastos de financiamento foi de 12,5 milhões de euros, por isso bastante positivo, e o resultado liquido do período foi de 1.590.543,37 euros”.

“O resultado operacional foi bastante positivo, com cerca de 1,7 milhões de euros e os meios libertos líquidos positivos em 13,1 milhões de euros”, enfatizou.

Manuel Machado disse também que, em 2020, “houve uma diminuição das dívidas a terceiros, em cerca de seis milhões de euros [-12%], continuando a trajetória de diminuição das dívidas a terceiros”, enquanto “o passivo no seu todo diminuiu cerca de 56 milhões de euros”.

Sobre o exercício dos SMTUC, o autarca realçou à agência Lusa a importância de os transportes coletivos do concelho de Coimbra serem financiados com “verbas dos cofres municipais”, uma vantagem que, na sua opinião, foi confirmada pela capacidade de resposta dos serviços durante a pandemia de covid-19.

“Este é um bom exemplo de reflexão”, adiantou, considerando que, se os SMTUC algum dia tivessem sido “transformados em empresa municipal”, tal situação “teria culminado na sua extinção”, com prejuízos para a população.

Manuel Machado lembrou também que os SMTUC investiram “em mais carreiras e na renovação da frota”, apesar das dificuldades excecionais associadas à pandemia de covid-19, “com acréscimo de despesas e com muita gente em casa em teletrabalho ou a auxiliar familiares” afetados pelo novo coronavírus.

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