Região Centro quer acelerar execução do Portugal 2020 até 2023

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Os incêndios de 2017 e a atual pandemia atrasaram em dois anos a execução do Portugal 2020, que importa acelerar até 2023, defende a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

“Tivemos dois fenómenos na região, neste quadro comunitário, que nos prejudicaram e que foram um entrave muito grande a uma execução normal”, disse Isabel Damasceno em entrevista à agência Lusa.

A líder da CCDRC, com sede em Coimbra, lembrou que os grandes incêndios de 2017 “foram algo de terrível” que afetou diferentes territórios do Centro de Portugal e que levou as autarquias a terem “as máquinas administrativas e técnicas todas focadas a tratar daquilo que era muito mais urgente”, no apoio às famílias, empresas e instituições.

“Isso atrasou-nos de uma maneira geral entre um ano e meio e dois anos. E quando a coisa estava a entrar nos carris, já as pessoas focadas no 2020, vieram novas prioridades”, há um ano, ditadas pela pandemia da covid-19.

Na segunda-feira, 29 de março, Isabel Damasceno concluiu em Aveiro uma série de reuniões com as oito comunidades intermunicipais (CIM) que integram a região Centro para efeitos de acesso aos fundos da programação financeira da União Europeia (UE).

“Temos ainda dois anos para executar o que falta executar. Mas estamos muito na reta final e temos de acelerar”, alertou, para realçar a importância de “aproveitar até ao ultimo cêntimo todo o dinheiro disponibilizado” por Bruxelas.

Na sua opinião, “todos têm de contribuir” para este objetivo, designadamente ao nível da realização de obras, que podem sofrer atrasos por “vicissitudes diversas”, como “empreiteiros que abandonam” os trabalhos por causa da covid-19, “concursos que ficam desertos” ou “alterações de propostas com valores muito acima do que era previsível”.

Nos encontros com as CIM, envolvendo 100 municípios, foram sempre debatidas com os autarcas as “três frentes de trabalho” em que os territórios estão envolvidos nos próximos anos.

“Não vai ser fácil, pois vai haver um momento em que as três frentes se sobrepõem”, afirmou a presidente da CCDRC, referindo-se à conclusão do Portugal 2020, ao lançamento do próximo quadro comunitário, Portugal 2030, e à aplicação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

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