Opinião – Responsabilidade

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Sim ou Não? O sul devia ter um sistema autónomo de fornecimento de água?

Antes de mais quero referir que a minha reflexão sobre o conteúdo desta semana não se baseia numa base académica ou conhecedora sobre assuntos relacionados com sistemas de fornecimento de água. A minha visão é sustentada numa ótica de residente e utilizadora da rede pública de água na Figueira da Foz.
Refletir sobre a água como recurso natural é um assunto que cada vez mais devíamos ter uma consciência da sua importância. Sendo que preservar, cuidar e não gastar desmesuradamente deveria ser uma preocupação premente. Mas também é verdade que a água é um bem essencial e que todos devemos ter acesso à sua utilização de igual forma.
Confesso que não consigo perceber a pergunta que nos é dirigida, assim como, é de difícil entendimento, para a freguesia de S. Pedro, o que aconteceu no passado dia 27 de março, por consequência de uma rutura. Foi uma situação muito grave e que não pode ser ignorada.
É altamente criticável que, perante uma adversidade, uma população inteira tenha ficado privada de água quase 24 horas. É inconcebível que uma falha no abastecimento de água tenha posto em causa o normal funcionamento do Hospital Distrital na Figueira da Foz.
Não entendo como é possível uma conduta com 12 anos tenha chegado a estes pontos de degradação. Não entendo o facto de existir uma conduta de reserva e esta também não funcionar. Pelo menos não funcionou quando foi necessário. E muito menos entendo o sucedido quando olhamos para uma fatura da água e encaramos taxas e “taxinhas” que nos fazem ter um valor final altamente inflacionado.
Por isso as perguntas que fariam sentido nesta altura seriam: O que está a falhar com as estruturas que são responsabilidade das Águas da Figueira? O que se passa com as manutenções? De quem é a responsabilidade afinal? Existe fiscalização à concessionária por parte da Câmara Municipal? Se sim, com que regularidade são efetuadas?
Como se costuma dizer, e neste assunto aplica-se bem, “assobiar para o lado” não resolve problemas nem descura responsabilidades e o atual executivo camarário insiste nestas práticas. Já se percebeu que o caminho não é este e a margem sul tem “sentido na pele” da pior forma.

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