Morte de Jorge Coelho é “perda irreparável” considera Luís Parreirão

DR-Figueirense Luís Parreirão foi secretário de Estado do ministério chefiado por Jorge Coelho

O ex-dirigente socialista e antigo ministro Jorge Coelho morreu hoje, aos 66 anos, na Figueira da Foz, vítima de AVC fulminante, quando visitava uma casa na zona turística da cidade, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros.

De acordo com Jody Rato, comandante dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz, Jorge Coelho, de 66 anos, sentiu-se mal durante a visita a uma habitação na rua da Liberdade, na zona turística do Bairro Novo. “A senhora que estava com ele ligou para o 112 e quando a nossa equipa chegou ao local ele estava em paragem cardiorrespiratória. Foram feitas manobras de reanimação mas não foi possível reverter a situação”, tendo o óbito sido declarado no local, adiantou o comandante.

Ex -secretário de Estado, Luís Parreirão fala de um “amigo de há muitas décadas”

Ao DIÁRIO AS BEIRAS, o ex-secretário de Estado de Jorge Coelho, Luís Parreirão, da Figueira da Foz, deixou um depoimento emocionado sobre a partida de um “amigo de há muitas décadas”. “É muito difícil, porque é, de facto, um amigo de há muitas décadas, com quem vivi muitas alegrias e, também, algumas tristezas”, recordou o figueirense que foi secretário de Estado da Administração Interna, das Obras Públicas e deputado.

“A nossa vida foi-se cruzando na política e fora dela. De facto para mim é um choque imenso e uma perda irreparável. Vamos ficando com poucos amigos e isso é difícil”, lamentou.

Nascido em 17 de julho de 1954, em Mangualde, no distrito de Viseu, Jorge Coelho era empresário e comentador político. O histórico socialista foi ministro nos dois governos de António Guterres (foi ministro Adjunto, ministro da Administração Interna; ministro da Presidência e do Equipamento Social). Em 2001, quando a ponte de Entre-os-Rios desabou, vitimando 59 pessoas. Jorge Coelho demitiu-se na sequência do acidente, declarando que “a culpa não pode morrer solteira” e que não ficaria bem com a própria consciência se não o fizesse. Nos últimos anos dedicou-se à gestão de empresas, tendo sido CEO da Mota-Engil. Mais recentemente tinha lançado um projeto de produção de queijos em Mangualde.

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.