Entrevista: “ESAC conseguiu reinventar-se e continua a crescer com qualidade”

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A Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC) assinala hoje 134 anos. Como vai ser comemorado este aniversário, em contexto de pandemia?
Sim, são 134 anos. Penso que a ESAC será, das escolas agrárias, a mais antiga. Já teve várias denominações, desde Escola Nacional de Agricultura ou Escola de Regentes Agrícolas de Coimbra. No início dos anos 80 passou a Escola Superior Agrária de Coimbra e em 1985 foi integrada no Instituto Politécnico de Coimbra.
Hoje, a comemoração dos 134 anos da ESAC será uma cerimónia simples, onde farei uma intervenção, bem como o presidente da associação de estudantes, Pedro Fadiga, e o presidente do Politécnico de Coimbra, Jorge Conde. Serão ainda feitas homenagens a funcionários docentes e não docentes que se aposentaram nos últimos dois anos e a inauguração das obras de requalificação do Bloco A, uma das várias intervenções realizadas no último ano.

Após este longo percurso, a ESAC continua uma escola atrativa e a captar novos alunos?
Como todas as escolas agrárias, temos sempre o problema de rentabilizar os cursos de cariz agrícola – temos duas licenciaturas nesta área, a Agricultura Biológica e a Engenharia Agro-Pecuária – embora de vez em quando haja um ressurgimento do interesse pela agricultura. Mas esses problemas são colmatados pelo interesse noutras áreas em que temos licenciaturas, como a área das Florestas, que agora tem tido mais procura, como a Tecnologia Alimentar, a parte do Ambiente, com a licenciatura de Tecnologia e Gestão Ambiental, ou a Biotecnologia, que tem tido muita aceitação. Um curso com muita procura – em que vamos ter agora os primeiros licenciados – é Turismo em Espaços Rurais e Naturais, lecionado em parceria com a ESEC. Temos ainda o curso de Gastronomia, em parceria também com a ESEC, a ESTESC e a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.

A escola tem procurado diversificar as áreas de formação. Isso tem sido uma prioridade na estratégia da Presidência da ESAC?
Sim, temos sempre procurado diversificar, desde o primeiro mandato, e penso que a ESAC tem conseguido reinventar-se e continua a atrair alunos, nos últimos anos cresceu no número de alunos, que agora são cerca de 1050. E este não é um trabalho individual, mas de toda a gente da escola. Este ano letivo abrimos a licenciatura de Enfermagem Veterinária, que teve grande aceitação. Vamos aproveitando a aposentação de alguns docentes para contratar pessoas em novas áreas. Nesta área, estamos a preparar o lançamento da construção de um Laboratório/Clínica, de apoio à licenciatura em Enfermagem Veterinária, obra que deverá rondar os 300 mil euros e permitirá que os alunos deste curso possam ter atividades práticas. Estamos também a restruturar as duas licenciaturas na área da Agricultura, por sugestão da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), procurando juntar as unidades curriculares que são comuns e diferenciar o que é diferente.

A ESAC mantém três ciclos de ensino, com bastante regularidade…
Para além das nove licenciaturas que neste momento são lecionadas, a ESAC possui também nove mestrados, estando a preparar o lançamento, no próximo ano letivo, o mestrado de Desenvolvimento Sustentável, muito direcionado a docentes do ensino secundário. São ainda lecionados os CTeSP – Curso Técnico Superior Profissional. Em quase todas as áreas têm funcionado estes três níveis de ensino. A nossa meta é preparar profissionais competentes, que entrem facilmente no mercado de trabalho.

Entrevista completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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