Associação Zero exige recuperação de galeria ripícola destruída em Coimbra

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A associação ambientalista Zero exigiu hoje a “recuperação urgente da galeria ripícola destruída” em intervenção da Câmara de Coimbra na margem direita do rio Mondego, e alertou para a inexistência de plano de ordenamento da albufeira do Açude.

A associação criticou hoje, em comunicado enviada à agência Lusa, a intervenção recente do município na zona entre o Rebolim e a ponte da Portela, que levou o recém-criado movimento “Mondego Vivo” a lançar uma petição pública contra os trabalhos camarários na margem do rio, que tinha, na quinta-feira, mais de 1.400 assinaturas recolhidas.

“A Zero apela à recuperação urgente da galeria ripícola destruída, sendo de referir ainda que a área intervencionada está classificada como Reserva Ecológica Nacional”, sublinhou a associação.

A entidade recorda ainda a criação recente da praia fluvial de Rebolim, “que coloca algumas questões, nomeadamente o facto da praia fluvial estar abrangida pela zona de proteção intermédia das captações de águas da Boavista, bem como a praia fluvial, para montante, estar abrangida pela zona de proteção alargada das captações”.

No comunicado, a Zero salienta também que a albufeira criada pelo Açude de Coimbra não possui Plano de Ordenamento de Albufeira de Águas Públicas, frisando que há mais dez albufeiras na região Centro que também não têm este plano.

“No caso de Coimbra, este plano é determinante, atendendo a que a Agência Portuguesa do Ambiente [APA] não tem condições de gestão e acompanhamento das pretensões de utilização das margens”, frisa.

A associação realça que, de acordo com referências da APA, devem ser evitadas intervenções como “o corte total da vegetação e a contaminação agrícola”, “o corte total da galeria de vegetação ribeirinha” ou “o corte total do substrato herbáceo e arbustivo”, entre outras.

“A responsabilidade da execução das ações de limpeza e desobstrução nos aglomerados urbanos é dos municípios. No entanto, como estamos perante uma albufeira protegida, a APA deveria ter uma intervenção mais concordante com a sensibilidade e a proteção da massa de água, monitorizando as intervenções quando estão em curso”, notou.

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