Petição exige declaração de emergência climática no município de Coimbra

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Mais de mil pessoas já tinham assinado ontem uma petição online dirigida aos membros da Assembleia Municipal de Coimbra pedindo que seja declarada Emergência Climática no Município de Coimbra.
A petição criada por um conjunto de entidades – o grupo ClimAção Centro, a Associação de Proteção e Conservação da Natureza MilVoz e a Greve Climática Estudantil e o Clube da Natureza e do Património de Assafarge – foi entregue ontem na câmara.
O documento recorda que, ao longo desta década, o concelho e a região foram severamente afetados por eventos climáticos extremos, tais como as tempestades Ofélia, Leslie e Elsa. “Experienciámos fogos florestais de uma dimensão nunca antes vista, enfrentamos inundações e sofremos com ondas de calor cada vez mais frequentes”, pode ler-se no documento.
Miguel Dias (da ClimAção Centro) adverte que a petição não é uma declaração simbólica. “Ela é acompanhada da exigência de um plano de ação para mitigar a pegada carbónica no concelho e preparar um futuro com temperaturas mais elevadas e consequências dramáticas a vários níveis”, adverte.
A petição apela também aos membros da Assembleia Municipal que “encoraje” a autarquia a comprometer-se com um roteiro para a neutralidade carbónica até 2030.
Recorde-se que a Câmara de Coimbra está a preparar um programa municipal para as alterações climáticas, que deverá ser submetido a um período de consulta pública para recolha de sugestões. A equipa responsável pela elaboração do programa propõe a adoção de 75 medidas de mitigação e adaptação para o município.

Jovens mobilizados
A petição foi entregue ontem durante uma ação que decorreu junto aos Paços do Concelho promovida pelo coletivo Greve Climática Estudantil, em resposta ao apelo internacional do movimento Fridays For Future, desencadeado pela jovem ativista sueca Greta Thunberg.
Coimbra foi uma das 20 cidades que receberam ações de protesto – algumas físicas, mas com opção online.
“Voltamos à ação porque, face a todas as promessas vazias, de líderes e instituições, precisamos de um plano real, construído pelo movimento por justiça climática, por todas as pessoas, para todas as pessoas”, afirmam os jovens em comunicado enviado às redações.

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