Opinião: Inversão

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Sim ou Não? A margem sul devia ter um cais comercial?

 

Sou da geração nascida nos anos 80 do século passado. Nessa época, a Figueira da Foz foi palco de grandes transformações. A deslocação do porto de pesca para a margem sul do rio e a construção, na margem norte, de um porto comercial, destacaram-se como mudanças que provocaram grandes alterações na dinâmica do concelho.

Não tenho memória desses tempos áureos, mas muitas são as pessoas que me contam o quão era vibrante a baixa da cidade com o movimento e a agitação do porto de pesca.

Ao tentar perceber o motivo para a modificação de local, muitos me respondem que, a circulação de pescado, incomodava muitas pessoas, principalmente pelo cheiro e a inerente imensidão de gaivotas.

Perante tal constatação e sendo, realmente, os grandes motivos de mudança, concluo que, naquela altura, os governantes ouviam as opiniões dos munícipes, pelo menos de alguns.

Infelizmente, a estratégia adotada, não foi impulsionadora de desenvolvimento e, com o passar dos anos, destaca-se a entrada sombria e fria que a Figueira apresenta e a falta de vivacidade de todas aquelas ruas e comércio.

Na minha opinião, a inversão dos portos é o que faz sentido. O porto comercial deveria estar mais próximo da zona industrial e das grandes indústrias. Deveria estar próximo dos estaleiros navais. Por tudo isto, o seu lugar deveria ser na margem sul do rio.

Na baixa da cidade, seria essencial devolver a zona ribeirinha às pessoas. Com muitas árvores e flores. Envolvendo zonas de lazer e de convívio.

Se beneficiamos do privilégio de ter a foz do rio mondego às portas da cidade, temos que destacar e usufruir desse espaço.

Se queremos devolver a cor de outros tempos, atrair pessoas e desenvolver o comercio e a restauração. Se queremos sentir o pulsar da nossa identidade ligada ao peixe e aos homens e mulheres do mar. Reponha-se o porto de pesca na margem norte do rio e criem condições para uma lota moderna e atualizada. Sendo um projeto fundamental para o crescimento económico não só da figueira como do distrito de Coimbra.

Tal como o Presidente de Junta de Buarcos e S. Julião referiu, “se existir vontade política, tudo se faz”. Sobre este assunto não diria melhor!

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