Opinião: Desporto e lazer

O Cabedelo tem vindo a assumir-se como uma das principais praias do concelho. Tem sido notável a ascensão daquele espaço no seio das zonas balneares do nosso território. Desde a realização do campeonato mundial de surf em 97 e 98 que o crescimento exponencial desta praia nunca mais parou, sendo hoje uma paragem obrigatória para qualquer amante da modalidade.
Esta vocação para uma modalidade com muitos praticantes é algo que deve ser aproveitado e fomentado. O Cabedelo que iremos encontrar depois da obra será certamente um espaço que irá aprofundar esta relação do concelho com os desportos de ondas. Porém, acredito que deveremos fazer do Cabedelo não só um lugar de desporto, mas também um espaço de lazer para os habitantes do concelho e para quem nos visita.
A obra que hoje se constrói prevê que sejam criados espaços verdes que se complementarão com a praia, uma visão positiva para uma zona que se vinha a degradar e cujo panorama geral era deficiente para as necessidades múltiplas que foram surgindo para aquele espaço. Julgo ser importante manter a componente caravanista do Cabedelo, com a criação de um parque de caravanas semelhante ao da Costa de Lavos, de forma a garantir-se as condições mínimas aos vários caravanistas que por ali passam.
Também seria favorável à criação de algumas unidades de alojamento semelhantes a Bungallows, procurando assim garantir capacidade hoteleira naquele sítio e desta forma criar também uma solução para Jovens atletas das modalidades aquáticas que por ali desejam estagiar e treinar.
Para mim, será também importante estreitar a ligação à cidade o mais depressa possível. O Barco elétrico que fora proposto pelo presidente de câmara parece-me ser uma solução essencial para garantir que o Cabedelo não é uma praia exclusiva dos proprietários de automóvel. Também considero relevante que seja criado uma paragem para as Figas assim como um ramal da Eurovelo que ligasse o cabedelo à rota principal da Eurovelo na Marinha das Ondas, obviamente que esta proposta só terá viabilidade se o ICNF permitir e a União Europeia o desejar.

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