Opinião: A ilha

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Há quem desconheça que a Morraceira é uma ilha. Mas é! Números redondos, 600 hectares de terreno acomodados ao longo de sete quilómetros entre o Mondego e os seus braços a sul. Há quem continue escrevendo com U e as duas grafias aparecem lado a lado. Mas, segundo escritos, o nome provem da existência da planta morraça, habitante comum em zonas húmidas.
E quando se fala da ilha é nestas que se pensa comummente. Por aí começando, o que fazer para propiciar o desenvolvimento da zona? Bastante! Protecção e apoios efectivos à produção artesanal de sal que tem aqui um expoente que importa valorizar. Uma indústria identitária do nosso concelho que é muito importante se não deixe morrer. Protecção e apoio ao restante tecido empresarial da zona, garantindo o seu desenvolvimento em condições de harmonia com o espaço envolvente e com os seus trabalhadores.
Nas condições de trabalho, com particular atenção ao resguardo sanitário, e aos seus restantes direitos: horários humanizados, salários dignos e motivadores… Neste domínio, é incontornável a velha e sempre tão actual questão dos estaleiros navais. De modo inglório, morreram alguns e não se pode perder o ex-libris da indústria naval figueirense, os Estaleiros Navais do Mondego, (chamar-lhes-ei assim). Questão sempre preocupante. E actual.
É premente a necessidade de requalificação da zona onde hoje estão implantados o porto de pesca e as conserveiras. Para um concelho que alguns pretendem turístico, o que ali está não ajuda. Feio, degradado, com ar de triste abandono e desmazelo. Não é só a frente marítima que importa.
E o sítio é lindo, com uma biodiversidade notável. Também aqui se tem de intervir, defendendo espécies vegetais e animais. Já tarda um posto “amigo” de observação de aves, que por aqui abundam e merecem visita e protecção para que não acabem em risco. E, naturalmente, percursos pedestres bem sinalizados.

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