Futebol Adeptos “não percebem” proibição de regresso do público

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FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

Os adeptos “não conseguem perceber” porque é que o regresso do público aos estádios vai continuar a ser proibido e criticaram a “falta de fundamentação objetiva” do Governo para justificar essa decisão.
Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação Portuguesa de Defesa do Adepto (APDA) lembrou que “já foram feitos testes que correram bem”, inclusivamente “em jogos de Liga dos Campeões em Portugal” e também em jogos “nos Açores”, pelo que não entende “de onde vem esta insistência”.
“Mais uma vez, temos um plano desconfinamento progressivo, que abarca uma série de atividades de índole cultural, muitas delas, provavelmente, em espaços fechados, e existe uma insistência, que não conseguimos compreender, em não incluir os jogos da I Liga nessa lista de eventos”, criticou Martha Gens.
A líder da APDA concorda com o presidente da Liga Portugal, Pedro Proença, que se mostrou inconformado com a discriminação do futebol no desconfinamento, especialmente porque “a Liga está a trabalhar, desde abril, num plano para que as coisas funcionem” e, ainda assim, “nunca lhes foi dada sequer a possibilidade de fazer um jogo de teste piloto”.
Por outro lado, Martha Gens diz que a associação a que preside sempre foi “consciente da curva pandémica” e defendeu, noutras alturas, que não seria o momento ideal para o regresso dos adeptos às bancadas, uma vez que “a saúde pública está sempre em primeiro lugar”.
“Mas considerando que existe um plano de desconfinamento progressivo e que está previsto os grandes eventos voltarem a receber espetadores a partir de 19 de abril, não se consegue compreender como é que ainda estamos em março e já se está a dizer que no futebol não vai ser permitido”, desabafou.
Também a tutela foi visada pela presidente da APDA, que defendeu que o “IPDJ devia estar na linha da frente” nesta matéria, mas “não vê grande interesse nisto”.

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