Opinião: “Respeitar o associativismo”

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De que forma a câmara e a Naval 1893 devem resolver
o seu diferendo?

Há assuntos que devem ser tratados com cordialidade e bom senso. Expor a recém-formada Associação Naval 1893 em reunião de Câmara por uma pequena dívida, e implicitamente colocar em causa as contas da Associação é a negação do que se espera da política, a arte do compromisso e o respeito pela dignidade das pessoas e instituições.
Haverá ainda que ter mais empatia pelas associações e coletividades do concelho. Sofrem prejuízos avultados como consequência de uma pandemia que as paralisa. A Associação Naval 1893 tem atividade, são 250 atletas em atividade, 15 equipas de futebol, e é credenciada na área da formação pela Federação Portuguesa de Futebol.
Lendo o comunicado ( 03.02 ) da Associação Naval 1893 torna-se ainda mais incompreensível a dureza da Câmara, e passo a citar a direção do clube: “Quanto aos números em questão,”…“a Naval 1893 teria a quantia em divida de 18.000 € reportando-se aos anos de 2018 até ao presente e, referente à ocupação do complexo desportivo municipal José Bento Pessoa. Acresce que da alegada divida de 18.000 €, há a descontar cerca de 8.000 € relativo ao subsídio municipal atribuído no âmbito do Regulamento”…“o subsidio de viagens relativos aos transportes das equipas durante os anos de 2019 e 2020 no valor de 2.100 €. Contas feitas, a Naval deve ao Município 8.000 €, montante a abater depois de subtraídos a maioria dos meses do ano de 2020 que foram inexplicavelmente debitados em plena pandemia, quando”… “há redução da atividade desportiva e… “substancial redução de competição”.
É dever da Câmara respaldar as associações que trabalham em prol da saúde e integração social de milhares de jovens. Precisa-se de mais empatia pelos dirigentes associativos que oferecem generosamente o seu tempo, e substituem o Estado na promoção do desporto amador. Especialmente em tempo de crise e pandemia.
A dezena de milhares de Euros que origina esta situação de conflito com a Associação Naval 1893 é uma gota no oceano do desperdício camarário, só no Jardim Municipal estão a ser gastos 1,4 milhões de Euros sem que ninguém encontre uma justificação plausível para tamanho dislate. Lamenta-se ainda que a Câmara tenha progressivamente uma postura cada vez mais belicosa, apontando o dedo a quem a critica e não sabendo gerir o associativismo.

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