Opinião: “Elogio à democracia”

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Que leitura faz dos resultados das Eleições Presidenciais no concelho?

As eleições do passado dia 24 de janeiro mostraram à população que a democracia está bem viva. Apesar do medo inerente a votar em termos pandemia ter afastado muita gente, houve uma maioria de eleitores que se dirigiram à sua assembleia de voto para exercer um direito inalienável: escolher o representante máximo da nação.
Nas mesas de voto estavam pessoas que decisivamente contribuíram para o sucesso destas eleições. Dignaram-se a passar um dia inteiro a controlar a identidade dos eleitores, a entregar e receber boletins, salvaguardando ainda as normas de higiene e segurança sanitária. Esta tarefa, a obediência às regras, teve ainda mais importância este ano: há uma fação que apela abertamente à subversão do regime democrático, e ao abandono dos valores fundamentais que nos unem: igualdade, liberdade e fraternidade.
Os resultados na Figueira foram idênticos à média nacional, existindo uma esmagadora maioria de forças democráticas, mais de 90%, em oposição aos votos de protesto e de raiz antidemocrática. Num outro plano nota-se que os eleitores votaram nas pessoas e não nos partidos nem nos respetivos porta-vozes. Lanço daqui essa crítica, a insistência de vários partidos em impor candidatos que apenas fazem propaganda aos respetivos partidos, sem que tenham a intenção genuína de ganhar as eleições.
Os votos destas eleições presidenciais dificilmente são transferidos para o partido A, B ou C, em eleições municipais. Em outubro será mais importante o candidato em si, a pessoa e o seu carisma, em detrimento da força dos partidos, assumindo a vantagem automática de quem está no poder e persegue a sua manutenção.

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