Opinião: Para…?

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As Eleições Autárquicas devem ser adiadas?

Adiar as eleições autárquicas? Porquê e para quê? Na resposta a estas duas perguntas reside o busílis da questão, a sua essência. A avançar no controle da terceira vaga da pandemia, não podemos descansar, muito menos considerar que esta será a última. Infelizmente. Agora ainda mais preocupante dada a escassez de vacinas e a teimosia do Governo em não querer adquiri-las a outros fornecedores que não os estipulados pelo seu “chefe”: a União Europeia.
Tudo isto perpassa na cabeça de Rui Rio e daí ter aventado a hipótese do tal adiamento. Porquê?
Por muito matutar no cansaço que todos já vão experimentando nesta matéria, sempre aguçado pela sensação muito clara de que muito mais deveria ter sido feito e o não foi, no combate precoce à doença.
O Governo está desgastado, muito também “devido à pandemia”, como agora se diz a respeito de tudo o que corre menos bem. Mas é um facto. E Rui Rio, muito melifluamente propõe-se cavalgar a onda do descontentamento que grassa. Sabendo, porém, que quando tiver passado esta vaga, as pessoas estarão menos críticas em relação à acção governativa.
Não votei neste governo mas também não “embarco” na defesa de interesses menos claros! Para quê, então, transferir as autárquicas para Novembro ou Dezembro? Porque aí estaremos de novo a entrar na estação fria, com os problemas a ela associados e um expectável aumento de incidência de contágios pela COVID 19! Pois! Aí, recrudescerão de novo a insatisfação, a insegurança, a natural crítica sobre a actuação do Governo. O que dá muito jeito em vésperas de qualquer eleição. A alguns, naturalmente, a alguns!
As autárquicas deverão acontecer no prazo estabelecido, faltando apenas marcar o dia. Um qualquer domingo do mês de Outubro. Esta “coisa” de valer tudo e “mais um par de botas” não é séria, não é aceitável, é destituída de urbanidade. Ganhar na secretaria o que se não ganha no campo é uma falácia. E destas vamos ficando também muito cansados. Exaustos! “À mulher de César não basta ser honesta, ela tem igualmente de parecer honesta”, como já disse Júlio César quando quis “desenvencilhar-se” de sua segunda esposa.

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