Opinião – A Igualdade de género nas Forças Armadas

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Portugal, nas últimas décadas, tem conseguido um extraordinário progresso nas qualificações, nomeadamente as mulheres são hoje mais de 60% das pessoas licenciadas. Contudo, os estereótipos de género continuam a condicionar as escolhas das profissões.
Fazer uma desconstrução dos estereótipos é uma tarefa que nos convoca a todos/as. É essencial construir uma sociedade em que mulheres e homens sejam livres de escolher os seus projetos de vida.
O Governo tem apresentado programas com metas concretas, por forma a combater a segregação profissional entre mulheres e homens, para corrigir as desigualdades.
Neste âmbito, tive oportunidade de fazer uma pergunta escrita ao Ministro da Defesa Nacional e devo salientar o trabalho que as Forças Armadas têm desenvolvido, através do Plano Setorial da Defesa Nacional para a Igualdade, bem como, do Plano de Ação para a Profissionalização do Serviço Militar.
O Plano Sectorial da Defesa Nacional para a Igualdade – 2019-2021 – cria as condições para a participação plena e inclusiva do universo das pessoas que servem a Defesa Nacional, assente no princípio da não discriminação e no combate a estereótipos, alicerçado numa agenda transformadora assente em três eixos de ação: Igualdade, Conciliação e Formação.
O Plano de Ação para a Profissionalização do Serviço Militar, compromete-se a concluir o regime de profissionalização, melhorar a capacidade de atrair e de reter talento. Este compromisso iniciado na legislatura anterior, continua a par de outras medidas a ser prosseguido, no sentido de promover a formação e valorização profissional dos/as militares.
De acordo com os Planos, destaco as seguintes medidas especificas de recrutamento das mulheres:
“Criar ações de experimentação, especialmente dirigidas ao público feminino, para demonstrar o potencial de desenvolvimento de carreira e condições de trabalho nas Forças Armadas. Em linha com esta medida a Defesa Nacional passará a integrar, a partir do ano letivo 20/21, o projeto “Engenheiras por um dia”, sob a tutela da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, cuja finalidade é levar alunas do ensino não superior a optar pelas engenharias e tecnologias, desconstruindo a ideia de que estas são domínios masculinos, e fomentar a ideia de que todas as áreas profissionais devem ser partilhadas pelos dois sexos.”
A estratégia de género na captação de recursos humanos para as Forças Armadas, está bem definida e ambiciona que cada vez mais mulheres procurem e encontrem uma perspetiva de carreira nas Forças Armadas. O alinhamento dos dois Planos são os instrumentos para a concretizar.

A minha actividade durante a semana passada
– Questionei a Ministra da Cultura e Comunicação.
-Participei na reunião de planificação das atividades do grupo de trabalho da Lei de Bases do Clima.
– Respondi a várias solicitações que me foram efetuadas no âmbito das minhas funções.
– Participei nas reuniões previamente agendadas e na reunião do GPPS.
– Participei na Sessão de Plenário.

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