Hospitais de Coimbra tiveram de “reinventar” os limites do SNS devido à pandemia

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O Hospital Geral (Covões), em Coimbra, não foi suficiente para acolher todos os doentes da covid-19 nesta 3.ª vaga, obrigando o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) a abrir enfermarias noutros polos.

“Durante esta pandemia, foram dadas provas consistentes de que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi levado aos seus limites, que tiveram de ser reinventados, e essa capacidade de resiliência só foi possível graças à dedicação dos profissionais, que foram e continuam a ser a chave da qualidade da resposta”, frisou à agência Lusa o presidente do conselho de administração do CHUC, Carlos Santos.

Um ano depois do registo dos primeiros casos em Portugal, em 2 de março de 2020, este centro hospitalar foi a unidade de saúde em Portugal que mais camas alocou para doentes covid-19, chegando a ter quase 500 doentes internados ao mesmo tempo, de acordo com o diretor clínico, Nuno Deveza.

Inicialmente, o CHUC apenas destinou o Hospital dos Covões para doentes do novo coronavírus, o que foi suficiente na primeira e na segunda vaga, mas, na terceira, em janeiro e início de fevereiro, foi necessário abrir novas enfermarias no polo Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

O diretor clínico salienta que “a terceira vaga trouxe uma pressão enorme, obrigando a criar no polo HUC uma área destinada a doença respiratória nos contentores”, referindo que o Hospital dos Covões esteve muito próximo de esgotar a sua capacidade.

Toda a informação na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS de amanhã, dia 1 de março

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