Vila Nova de Poiares: “As pessoas contam connosco e ninguém pode ficar para trás”

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Com que limitações, devido à pandemia, será assinalado o Dia do Município a 13 de janeiro?
Vamos assinalar com a mesma dignidade, com a mesma vontade e o mesmo espírito de sempre. Infelizmente não vamos poder reunir toda a família poiarense e todos os nossos amigos, que nos outros anos nos visitam, o que nos enche sempre a alma. Desta vez será, infelizmente, uma cerimónia restrita, apenas aberta a entidades convidadas. A cerimónia será presidida pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado.

Mas será apenas com a presença de convidados?
O momento será transmitido por streaming, pelas vias digitais do município, esperando que, pelo menos em espírito, mesmo assistindo à distância, todos estejamos em comunhão.

Isso tem a ver com o aumento de casos de covid-19?
Durante o período de Natal e Ano Novo tivemos um aumento muito significativo do número de casos ativos no concelho, de acordo com os registos que recebemos. Já tomámos algumas decisões, como foi o caso de acionar o Plano Municipal de Emergência a 28 de dezembro, condicionado à evolução da situação. Os níveis de prontidão de todas as entidades envolvidas foram reforçados, assim como a comunicação com a população, com mais ações de sensibilização, enquanto as entidades da segurança intensificaram a fiscalização sobre o cumprimento das normas aplicadas.

É necessário, portanto, redobrar toda a prevenção?
Não é um momento fácil que estamos a viver quanto à taxa de incidência da covid-19 no nosso concelho. Desde o início da pandemia, nunca tínhamos passado por uma situação destas e, desta vez, Vila Nova de Poiares foi apanhada nesta onda.

Mas desde o princípio que o município está a dar apoio aos mais afetados…
Através de alterações e revisões orçamentais tivemos que, durante 2020, dar resposta às necessidades urgentes que foram surgindo no concelho, fosse nas famílias, nas instituições ou nas empresas.
Para este ano de 2021, tal como tive oportunidade de dizer na Assembleia Municipal, desde que estamos nestas funções, nunca tínhamos apresentado um orçamento com este grau de imprevisibilidade, porque a indefinição do que poderá vir a acontecer é muito grande, sem saber até quando se vai estender o período da pandemia.

Mas qual é o futuro?
Apresentámos um orçamento com um caráter de flexibilidade suficiente para conseguirmos, ao longo do ano, irmos adequando as nossas decisões às necessidades da população.
Criámos uma rubrica dotada com 300 mil euros, que já pode ser acionada para apoiar as pessoas mais vulneráveis, bem como empresas com mais dificuldades, algumas delas que já tinham sido afetadas na primeira vaga.
Acredito que, no curto, médio prazo, alguns setores vão ser ainda mais afetados, como é o caso da restauração, que tem um peso muito grande na economia local, conhecida pela qualidade e com fama, por exemplo através da chanfana. Estamos a assinalar neste momento a Semana da Chanfana, mas não vai realizar-se nos mesmos moldes dos anos anteriores. Depois temos o pequeno comércio, com grandes dificuldades em competir com as grandes superfícies que estão muito perto do concelho. Temos tomado medidas concretas de apoio ao comércio local, de forma a mitigar os efeitos da pandemia, mas mantém-se o receio de que algumas empresas possam vir a encerrar.

Pode ler a entrevista completa ao presidente da autarquia de Vila Nova de Poiares, João Miguel Henriques, bem como o especial dedicado ao Dia do Município de Vila Nova de Poiares, na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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