Opinião – Esperança

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Quais devem ser os desígnios do concelho para esta década?

Nos dias que correm, em que não conseguimos projetar os próximos 2 meses, é um sinal de esperança pensar em desígnios para os próximos 10 anos! Aliás, nos últimos anos, temos sido surpreendidos com situações de tal maneira extremas, e sobretudo inesperadas, que tem sido necessário alterar planos e prioridades, bem como algumas estratégias delineadas para o concelho. Refiro-me aos incêndios de 2017, à tempestade Leslie em 2018 e à atual pandemia, que não conseguimos saber hoje quando nos largará.

Considero que todas estas situações se devem à grande pressão humana sobre o nosso planeta! Por esta razão, parece-me inevitável que o desígnio, que coloco no topo da pirâmide para os próximos 10 anos, seja ter um concelho resiliente.

Um concelho torna-se atrativo, se a sua população tiver cada vez mais qualidade de vida, que é outro desígnio que estabeleço e que implica emprego digno e qualificado, acesso à educação, saúde, cultura, desporto e lazer de cada vez maior excelência, igualdade de oportunidades, segurança, instituições eficazes e financeiramente saudáveis.

Um outro desígnio que destaco é o do crescimento económico apoiado no turismo, no desporto e na economia circular, no uso sustentável de recursos, em especial nos marinhos e estuarinos, nas energias renováveis, na inovação. Para tal, será fundamental o reforço da presença das universidades e de centros de investigação consolidando as parcerias com as empresas.

Um desígnio que também interfere com os anteriores é ter um sistema de mobilidade sustentável, implicando um grande esforço na melhoria dos transportes públicos e partilhados municipais e intermunicipais, bem como do transporte de mercadorias, garantindo ligações permanentes e fidedignas entre o concelho, o resto do país e o mundo, quer por via rodoviária, ferroviária, marítima ou aérea.

Por último, e na base da pirâmide dos desígnios, coloco a sustentabilidade ambiental do concelho, com a adaptação e mitigação das alterações climáticas. Este desígnio será conseguido com a proteção da orla costeira, garantindo a transferência das areias retidas no molhe, com a reflorestação permanente, com a promoção da reabilitação de edifícios devolutos em detrimento do aumento da impermeabilização dos solos, com o uso inteligente da água, com a redução dos consumos energéticos, com uma cidade inteligente.

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