Covid-19: Movimento Somos Coimbra exige reabertura do Hospital Militar

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FOTO ARQUIVO DB/PEDRO RAMOS

O movimento Somos Coimbra exigiu hoje a “reabertura imediata” do Hospital Militar da cidade (HMC), para reforçar os cuidados do Serviço Nacional de Saúde (SNS) face ao agravamento da pandemia da covid-19 no país.

Em comunicado, o movimento liderado por José Manuel Silva, vereador da Câmara de Coimbra e antigo bastonário da Ordem dos Médicos, defende que a reabertura do HMC, “com utilização de todo o espaço e recursos técnicos e humanos disponíveis”.

Essa medida permitiria “a instalação de dezenas ou centenas de camas para receber doentes com situação clínica menos complexa”, afetados ou não pelo novo coronavírus.

Ajudaria ainda a enfrentar “situações de alta clínica que, por razões sociais, não permitem libertar camas hospitalares”, adianta o Somos Coimbra.

“É incompreensível, injustificável e inaceitável que, em situação de verdadeira guerra biológica, o Hospital Militar de Coimbra continue encerrado e que seja desconhecido qualquer planeamento nesse sentido, quer por parte do Governo, quer por parte das autoridades locais de saúde”, critica.

O movimento preconiza, igualmente, “a contratação de todos os profissionais de saúde disponíveis para colaborar nesta fase transitória de maior pressão na resposta do SNS aos doentes não covid”, além de “mais recursos humanos da área administrativa para melhorar a capacidade de resposta aos contactos dos doentes” nos cuidados de saúde primários.

“O SNS está em rutura também devido à ação de sucessivos governos, incluindo o atual. Sobre a situação em Coimbra, não há informação precisa, o que é preocupante perante o esvaziamento do Hospital dos Covões, a não construção da nova maternidade e a falta de investimento nos Hospitais da Universidade (HUC”, refere.

No Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), sublinha o Somos Coimbra, “assistimos ao sucessivo encerrar de enfermarias de várias especialidades para as transformar em enfermarias covid, prejudicando ainda mais a assistência aos doentes não covid”, num momento em que “faltam camas hospitalares”.

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