Opinião – Desafios da Presidência Europeia

Posted by

 

Portugal iniciará a 1 de janeiro a quarta Presidência do Conselho da União Europeia, num período crítico para o futuro da união, tendo como pilares estratégicos uma Europa Resiliente, Social, Verde, Digital e Global.
Se à priori já não seria uma presidência fácil, com o seu início em plena segunda vaga da pandemia, o recente possível veto por parte da Hungria e da Polonia do novo Quadro Financeiro Plurianual para o período 2021-2027, vem acrescentar o risco de uma crise política e de confiança nas instituições, às crises de saúde publica e económica.
Assim, para além das tensões no seio da União que ameaçam ruir o projeto europeu, a liderança portuguesa terá de ser capaz de lidar com a gestão da pandemia até à normalização da vida quotidiana, prevista para o final do primeiro semestre de 2021 e ao mesmo tempo garantir a implementação dos mecanismos de recuperação económica.
Outro pilar com igual importância, mas com um horizonte diferente, passa pela transformação verde da nossa economia, transportes e energia. Desta forma, os objetivos e medidas inscritos no Pacto Ecológico Europeu, que pretende que o continente europeu seja o primeiro a atingir a neutralidade carbónica até 2050, definirá as políticas a empreender nas próximas décadas.
A capacidade de gestão de difíceis equilíbrios, como a alteração de hábitos de consumo de forma a reduzir a quantidade de resíduos produzidos, sem comprometer a higiene e segurança dos bens, também como a alteração das fontes de energia dos nossos transportes e indústria, sem comprometer a capacidade competitiva da economia, será determinante para o sucesso deste caminho urgente e necessário para o futuro do planeta.
Também, as oportunidades em termos de inovação e de desenvolvimento tecnológico, criadas por uma economia mais verde, poderão granjear aos países europeus a liderança económica mundial nas próximas décadas, por se terem capacitado para esta mudança em termos infraestruturais e de mudança operacional.
Desta forma, a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia poderá ser decisiva para o futuro próximo da Europa, pelo que será desejável que o Primeiro Ministro, altere rapidamente a sua linha de atuação no último semestre, muito marcada pela inconsistência das decisões, muitas delas notoriamente tomadas ao sabor de ventos e marés.
Ao invés, este deverá previamente definir as metas a atingir, traçar o caminho a percorrer e principalmente, garantir a devida preparação nos principais dossiers. O País no próximo semestre, não se pode dar ao luxo de ter uma governação impreparada e errante, como a que caraterizou este último semestre.

A minha actividade durante a semana passada:
– Retoma da normalidade possível dos trabalhos parlamentares após a votação do Orçamento de Estado, na qual destaco a pergunta formulada em conjunto pelos deputados do PSD do distrito de Coimbra, sobre a Intervenção do Município da Figueira da Foz nas dunas das praias do Cabedelo e da Claridade

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.