PSD considera Orçamento municipal de Coimbra “despesista e pesado”

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Foto DB-Paulo Marques

O PSD de Coimbra acusou hoje o executivo liderado por Manuel Machado (PS) de preparar um Orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP) para 2021 que é “despesista e pesado”.

Segundo o presidente da comissão política concelhia do PSD, Carlos Lopes, que hoje deu uma conferência de imprensa para abordar os documentos, o próximo Orçamento da Câmara de Coimbra “não vai conseguir responder à grave crise sanitária e económica que se está a atravessar”.

“É um orçamento despesista, que, do nosso ponto de vista, promove a subsidiodependência, com muitas entidades e instituições a sentarem-se à mesa, o que para nós não é positivo a médio/longo prazo, porque vai criar aqui questões relacionadas com a equidade social e económica no concelho”, disse o dirigente à agência Lusa.

O líder concelhio dos sociais-democratas entende que “a ajuda que é precisa e resulta da situação que se está a viver vai ter de ser muito bem trabalhada”, porque “não está plasmada no documento”.

Carlos Lopes acusou ainda o executivo de ser ineficiente na gestão dos pelouros da habitação social e urbanismo, “sem estratégia para a cidade”.

“São hiperburocráticos, demonstram ineficiência e têm uma gestão do dia-a-dia, não havendo de facto uma gestão estratégica para a cidade, que é patente nas rubricas que vamos encontrando ao longo do documento”, salientou.

A questão da transferência de verbas para as freguesias também preocupa o presidente do PSD de Coimbra, que teme um ano de 2021 transformado num “festival de inaugurações” devido ao aproximar das próximas eleições autárquicas.

“Já todos percebemos isso, porque os níveis de execução que temos assistido entre 2017 e 2019 em todo o concelho rondam os 0%”, sublinhou.

Os sociais-democratas alertam ainda para a necessidade de construir a via estruturante entre Santa Clara e São Martinho e a ligação dos Casais à Cidreira.

Para Carlos Lopes, “era muito importante para a cidade ter estes dois eixos a funcionar, até porque depois tínhamos outra facilidade em encontrar soluções, que passavam pela ferrovia e pela questão da alta velocidade que tem sido falada”.

O PSD destaca também o “desprezo” que o PS tem votado “o anel da Pedrulha, as zonas industriais e as novas empresas, que permitam de facto alavancar um conjunto de infraestruturas importantes para a cidade”, para que as intervenções “não se fiquem apenas por obras de fachada ou ciclovias”.

O PSD de Coimbra defende ainda uma maior cabimentação de verbas para a requalificação das Escolas José Falcão e Eugénio de Castro, que estão ambas em péssimo estado de conservação”.

“Vem aí mais um inverno e o Partido Socialista, em conivência com o Estado central, mas agora com as novas competências ao nível da educação, tem outra responsabilidade, e não encontramos nenhuma rubrica que permita sequer fazer um projeto de arquitetura e arrancar com as obras que essas duas escolas precisam urgentemente”.

As críticas estendem-se também à área da saúde, com o médico Nuno Freitas, líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal, a denunciar a desgraduação do Hospital Militar e a desqualificação do Hospital Sobral Cid, “numa altura em que as doenças mentais cresceram”.

O autarca criticou ainda o facto de o município não promover testes sistemáticos à covid-19 nos lares e nas escolas do concelho, bem como rastreios locais efetuados por equipas de freguesia.

“Nesta segunda vaga houve tempo para preparar uma resposta mais atempada à covid-19”, frisou.

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