Opinião – Os belgas e os seus ritmos

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Vem isto a propósito da tragédia que parece ser em Portugal o facto de não se poder ir às compras no fim-de-semana. Como se o fim-de-semana, e mais precisamente o domingo, fosse a data marcada para inundar os centros comerciais, supermercados e outras superfícies comerciais.
Quando cheguei a Bruxelas descobri que não há grandes superfícies abertas ao domingo – nem uma, nem duas – ne nhu ma! Primeiro estranha-se, depois entranha-se… Mas a minha incompreensão e revolta dos primeiros tempos deu lugar a alguma simpatia pelas razões que levam os belgas a encerrar ao domingo. Resume-se ao seguinte: domingo é dia de descanso, dia de estar com a família e de ócio pessoal.
O primeiro pensamento é: “como é que os belgas sobrevivem a esta tragédia?”. O segundo: “o que vou eu fazer ao domingo?”. Mesmo não sendo grande fã de compras, a verdade é que me fez confusão. Resta-me uma de duas para as compras: ou correr no fim do trabalho ou o sábado – porque durante a semana as lojas, incluindo centros comerciais e supermercados, fecham entre as 18h e as 20h o mais tardar. Sim, é inconcebível para eles um centro comercial aberto às 23h! A desculpa é a mesma – o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal – não para o consumidor, para o trabalhador! Sim, o trabalhador!
Bem sei que as realidades de ambos países são completamente diferentes, mas vale a pena refletir um pouco sobre este conceito de domingo e talvez repensar prioridades, valores e domingos!

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