Opinião: O que nos ensinou Diego Maradona

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Oh pah, tu deves ter muitos inimigos, comentava um dia destes um Amigo de longa data que há muito não vive em Coimbra, nem a acompanha – sorte a dele !
Na verdade, respondi, não faço a mínima ideia se tenho muitos, poucos, ou mesmo algum inimigo. É coisa que não me preocupa.
Além disso, quem entender que é meu inimigo tem muita sorte; não haverá dia nenhum que eu não o alimente!
Eu desejo-lhes o melhor do mundo, mais, o dobro ou o triplo que o que desejam para mim, porque eu não gosto de ver ninguém infeliz.
Ter ódio é ser infeliz, não estar de bem com a vida, interiorizar as suas próprias frustrações, não conseguir o que a vida tem de melhor; deitar e acordar sem problemas de consciência!
Estamos todos num barco onde viaja muita gente boa – num barco ainda não à deriva, mas a navegar à vista, sem motor e com as velas quase destruídas – mas também viajam muitos ratos! E como sabemos os ratos são sempre os primeiros a saltar…mesmo sabendo que vão morrer afogados!
Até a estes devemos querer bem, porque se não queres bem, não queiras nada. Porque, como dizia Matias Aires, “O Mundo é um palco, e a vida uma representação”!
Cá estamos a aguentar o que o mundo selvagem nos destinou, acreditando que vamos ter futuro.
Milhões embarcaram no navio no navio da esperança. Esqueceram-se que, enquanto a sorte custa muito trabalho, a esperança é a própria sorte. Ou se tem, ou não tem!
Porque a sorte não depende só do estado, até de alma, mas de terceiros! E com esses, mais vale cair em graça do que ser engraçado!
Neste dia, é um lugar comum falar de Diego Armando Maradona.
Acho que todos já falaram, alguns até de mais e demais!
Um génio do futebol, mas sobretudo, um génio na relação com o desporto e com os seus pares.
Muitos comentários negativos do que fui lendo, são, necessariamente, dos que estão mal na e com a vida.
Foi um privilegiado, mas não viveu enquanto tal. Porque, a dada altura da sua vida disse: “Se eu não me tivesse metido em vícios, o jogador que poderia ter sido”! Ele, que já era um génio!
Todos cometemos erros.
Mas o que devemos retirar daqui, dos nossos erros, é que no futuro devemos ensinar aos outros a não cometer os mesmos…mas outros!
O desporto não pode ser considerado o parente pobre da sociedade.
Os clubes deveriam reivindicar para si uma verba de milhões de euros para fazer face aos prejuízos causados pela pandemia.
Se “fecharem portas” muitos milhares de jovens serão prejudicados. Será uma geração inteira!

Pode ler a opinião de Luís Santarino na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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