Opinião: E se estivermos errados? Ok!

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Eu aceitei as leis de protecção de dados mas já me custa não saber quem controla os fundos que enriquecem com o Novo Banco. Eu descobri tarde demais que precisava de óculos porque não via. Depois de os colocar percebi que o turvo que tinha eram cataratas e por isso os óculos não serviram para nada. Descobri entristecido que os partidos utilizam hoje o insulto e o vilipêndio como arma de apoucar os adversários. Não importa o que diz, importa quem diz e o seu comportamento.
O inenarrável Daniel que o expresso paga para insultar sem contraditório, ataca por exemplo os médicos pela Verdade, na sequência do que tentou a SIC e a TVI. Reparem que TVI e SIC são instituições de seriedade e bom senso, são exemplos de moral e de respeito educativo sobretudo com o big brother, com os nudismos excêntricos, com os programas onde vale tudo por dinheiro, com imagens de miséria e de histeria sempre que elas se deixam filmar. A demagogia de Daniel é uma bandeira da modernidade, como muitas outras bandeiras ideológicas que não gostam de contraditório e sonham com protecção de dados e ausência de provas. É obsceno que se possa mandar calar os opositores em nome de verdades únicas. É pornografia que se tente destruir moralmente os adversários para engrandecer ideias próprias. Tudo isto é o modernismo de uma esquerda ignara, carregada de verdades sem pilares, de estratégias contra a liberdade, na sequência aliás dos esquerdistas decapitando pessoas no século das luzes. Estaline mandou para a fome os Ucranianos – seis milhões, depois para a sibéria milhões de opositores, depois as suas tropas violaram meio milhão de mulheres alemãs na Berlim ocupada. Tudo gente recomendável.
Os princípios da liberdade, da fraternidade e da igualdade obrigam a respeitar mesmo aqueles com quem não estamos de acordo, mesmo aqueles que hoje parecem dizer disparates, mas que felizmente a vida demonstrou que mais tarde podiam ter razão, como Giordano Bruno, como Galileu, como Brotero, como Domenico Vandelli, como os que morreram pelo voto das mulheres, pelo fim do racismo, pelo fim da escravatura, pela independência das nações. Por tudo isto Daniel é um biltre assanhado que tem demasiada exposição sem contraditório. Há demasiada teoria sobre covid a que falta a distância e a consolidação experimental que carrega credibilidade. Não devemos aceitar este ou aquele papel em desprimor de outro. A realidade carrega o seu rolo compressor demonstrando a verdade ou a inconsistência de algumas decisões.
O que é realidade sobre covid é que há milhões de positivos assintomáticos. Há centenas de pessoas que carregam uma nova doença e precisam de apoio hospitalar porque estão muito doentes. Há um padrão de obesidade na maioria dos que estão nos intensivos (porque há uma epidemia de obesidade fazendo viés da amostra?). Há melhoria nos resultados dos muito doentes desde que se introduziu a dexametasona (inicialmente não recomendada pela OMS).
Há melhores resultados agora que na primeira vaga. Isto não é paper – é vivência testemunhada. Quase tudo o mais é discutível. E discutir é bom. Discutir é caminho para descobrir solução. Discutir os avanços e recuos com as terapêuticas. Descobrir se confinar teve resultados ou não. Saber se podemos estar na rua ao Sol e com distância sem máscara. O erro é o medo e as consequências do medo: voltem a ler o “ensaio sobre a cegueira”.

Pode ler a opinião de Diogo Cabrita na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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