Opinião: Autonomia e competência

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A administração portuária deveria ter elementos figueirenses?

É incontornável o valor económico que o Porto Comercial da Figueira da Foz tem para o concelho, para a região e até mesmo para o país. Apesar desta importância, temos sido condenados a uma desvalorização das infraestruturas do porto.
Ainda este ano foi reprovada uma candidatura para realização de uma obra de aprofundamento da barra, canal de acesso e bacia de manobras, porque a administração portuária atual não cumpriu com o plano de condições para aprovação de fundos europeus para o efeito, prejudicando, mais uma vez, o progresso e, essencialmente, colocando em causa a segurança de quem utiliza este porto comercial.
Com uma administração única entre Aveiro e Figueira tudo piorou. E a justificação é só uma: Diferentes influências políticas entre um concelho e outro. Na Figueira adiam-se soluções. Em Aveiro investe-se no desenvolvimento.
Nas atuais chefias, não existe nenhum elemento figueirense ou com ligações à Figueira, o que não nos favorece, é um facto! Mas não nos podemos esquecer que, o nosso Presidente da Câmara é detentor do cargo de presidente da assembleia geral da Administração Portuária da Figueira da Foz. E também não podemos ignorar a circunstância de todos estes cargos serem de nomeação política e o partido que lidera o país é o mesmo que comanda o concelho. Por isso é tão responsável pelo desinvestimento, a atual administração, como é o governo de António Costa e o executivo socialista camarário.
Ao analisar bem a questão, está tudo errado! Se acho, por um lado, que mais do que uma representatividade figueirense, beneficiávamos muito mais com a autonomia da administração do porto comercial da Figueira da Foz em relação a Aveiro. Por outro lado, discordo com os critérios de nomeação de natureza política. No meu ponto de vista, os regras base de seleção dos elementos da administração deveriam ser a formação e aptidões especificas nas áreas ligadas ao mar, pescas e portos. O que torna a questão da representatividade irrelevante. Competência gera desenvolvimento, ou estarei errada?

Pode ler a opinião de Ana Oliveira na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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