Cozinha do IPO Coimbra fechada devido a surto de covid-19

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Duas dezenas de profissionais do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra estão, neste momento, infetados com covid-19.

A informação é confirmada pelo Conselho de Administração da instituição de saúde que, na nota de esclarecimento publicada ao início da noite de hoje (sábado), refere ainda que todos os profissionais estão neste momento em isolamento profilático.

“Alguns têm sintomas, mas nenhum deles está internado”, referiu ao DIÁRIO AS BEIRAS a diretora clínica do IPO Coimbra, Ana Pais.

Grandes parte destes profissionais (11) trabalhavam na cozinha da instituição, o que levou a que esta área tivesse sido encerrada no passado dia 5 de novembro.

“De imediato foi implementada uma alternativa, fruto da parceria já existente com o SUCH (Serviço de Utilização Comum dos Hospitais)”, refere a administração, que esclarece ainda o facto de não ter existido “qualquer linha de contágio entre os profissionais da cozinha e outros profissionais ou doentes”.

Este surto acontece numa altura em que a administração do IPO Coimbra começou a realizar testes serológicos a todos os profissionais. “Queremos saber, através deste estudo, qual o estado de imunidade dos nossos profissionais”, referiu Ana Pais.

A diretora clínica esclareceu ainda que o aumento de casos nas últimas semanas “acompanha naturalmente a tendência crescente da pandemia na região e no país”.

Questionada sobre o aumento das medidas de segurança que já estão implementadas na instituição, devido a este surto de covid-19, Ana Pais afirmou que elas irão manter-se tal como tem acontecido até agora, acrescida de mais uma medida essencial: “pedimos a todos os nossos profissionais o cumprimento das regras de distanciamento”.

Resultados desde o início da pandemia

A administração do IPO Coimbra revelou ainda que, desde o início da pandemia (março), foram identificados apenas 34 casos em profissionais de saúde, num universo de cerca de 1.100 colaboradores ao serviço.

“No que respeita aos doentes, desde o início da pandemia foram identificados 44 casos, atendendo à implementação precoce do rastreio generalizado como garante da continuidade dos tratamentos em segurança. Todos os casos resultaram de linhas de transmissão na comunidade e não implicaram o contágio de nenhum profissional”, frisou o IPO Coimbra.

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