ARSC diz que Hospital Compaixão só poderá ter acordos depois de abrir

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ARQUIVO DB – CARLOS JORGE MONTEIRO

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) revelou ontem que o Hospital Compaixão, em Miranda do Corvo, poderá beneficiar de acordos com a tutela a partir do momento em que comece a funcionar.
Construída pela Fundação Assistência para o Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP), aquela unidade hospitalar no distrito de Coimbra está concluída e equipada há mais de um ano, mas ainda não abriu portas por alegada falta de acordos com o Ministério da Saúde.
“A partir do momento em que o hospital comece a funcionar poderá beneficiar do acordo no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) para a realização de cirurgias, e de outras convenções em vigor”, refere a ARSC, numa resposta escrita à Lusa.
De acordo com a ARSC, foram contactadas recentemente 17 entidades, “entre hospitais do setor privado e da área social, no sentido de saber da sua disponibilidade de cooperação no âmbito da covid-19”, sendo que a Fundação ADFP é uma das duas entidades que “não responderam”.
A ARSC “já reuniu com o presidente da Fundação ADFP nesse sentido [assinatura de acordos], mas, sublinha-se, para o efeito, é necessário que o hospital esteja a funcionar e que apresente propostas no âmbito do quadro legal em vigor”.
A direção da Fundação ADFP tem acusado o Ministério da Saúde de não assinar convenções que viabilizem a abertura da unidade hospitalar. O Hospital Compaixão representou um investimento de cerca de 10 milhões de euros, suportados praticamente por aquela instituição sem fins lucrativos, que contou apenas com um apoio de 800 mil euros do município de Miranda do Corvo.

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