Vítor Vinha: “Difícil imprimir ritmo competitivo” sem saber quando há jogos

Está a completar o Curso UEFA PRO – Nível IV de treinador. Terminou cedo a carreira de jogador e desde cedo começou a preparar a carreira de treinador. Como foi essa passagem?
Desde cedo me interessei pelas questões do jogo e o que é ser treinador. Depois, enquanto jogador, fui aprendendo com os vários treinadores que fui tendo. Nomes como Sérgio Conceição, treinador do FC Porto; João de Deus, adjunto de Jorge Jesus; Paulo Alves, treinador do Varzim; Daniel Ramos, do Santa Clara; Nelo Vingada, que tem uma grande carreira… Fui absorvendo de todos eles.
Os dois primeiros níveis de treinador tirei enquanto ainda estava a jogar. O terceiro nível tirei no ano passado e agora surgiu a oportunidade de tirar o nível IV. Tive a sorte e o mérito de entrar e é a continuidade da aposta na minha formação burocrática, que é necessária para sermos treinadores…

Mérito, porque é uma escolha que depende de critérios, mas também sorte, porque não é todos os anos que há cursos… é isso?
Claro. Isso tem sido muito falado. É preciso haver mais cursos para dar vazão a todas as solicitações. Felizmente, dentro de toda essa concorrência, consegui acesso a este IV nível, que me dá acesso a toda e qualquer competição. Estou contente por estar a dar este passo.

Começou a carreira de treinador na Académica…
Sim, como adjunto de Ivo Vieira. Depois trabalhei também com Ricardo Soares, Quim Machado e Carlos Pinto.
Na verdade, antes disso ainda acompanhei os trabalhos da equipa de juniores da Académica, com o Miguel Carvalho e depois acompanhei o Vítor Alves na Secção de Futebol da Académica. E ainda assisti aos treinos de Costinha, mas a sério mesmo só com o Ivo Vieira.

…e pretende continuar na Académica ou já sonha com outros voos?
A Académica deu-me a possibilidade de conviver de perto com bons treinadores e agradeço-lhes a oportunidade de trabalhar com eles e beber dos seus ensinamentos. Com todos aprendi algo e estarei eternamente grato.

Agora como treinador principal, a época passada correu bem… apesar de não ter terminado?
Para mim foi uma época fantástica a todos os níveis. Foi a minha estreia como treinador principal. Terminou sem terminar [risos] mas foi muito importante para mim. Encaro os juniores como um escalão de formação, mas onde já há uma perspetiva de rendimento…

Foi com essa idade que ascendeu à equipa principal da Académica… Por isso, hoje, com 33 anos, sabe o que é preciso para “dar o salto”.
Sim, foi… e é isso que eu lhes tento passar. Tento que eles, dentro da nossa ideia de jogo e o modelo formativo da Académica, consigam crescer para “alimentar” os sub-23 e a equipa principal.

Tem acontecido com vários juniores, esta época, chegar aos sub-23 e até à equipa principal. Como é trabalhar sem saber o que aí vem para esta época?
O ano passado foi muito bom, porque pudemos transmitir-lhe boas ideias, e dar-lhes uma preparação para não sentirem muita diferença a este nível. Claro que a velocidade e a força que o jogo exige é diferente. Mas, ao nível da mentalidade e do conhecimento do jogo, eles estavam preparados.
Já na época passada fomos colocando jogadores a treinar com a equipa principal, sobretudo na segunda metade da época.
Na primeira época como treinador principal conseguimos colocar dois jogadores com contrato principal – o Rafinha, que assinou agora, e o Afonso Peixoto que está a treinar com a equipa principal.
Este ano há mais jogadores que estão nos sub-23 e que provavelmente poderão ficar no plantel de sub-23, mas isso é uma coisa que tem de passar mais pela direção.

Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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