Produtores de milho do Baixo Mondego afetados pelo mau tempo reclamam ajudas

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A Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) reclamou hoje ajudas do Estado aos produtores de milho do Baixo Mondego cujas explorações foram afetadas pelo mau tempo.

Isménio Oliveira, coordenador da associação, disse à agência Lusa que o temporal de setembro, entre os dias 18 e 20, “causou prejuízos na ordem dos 400 mil euros, numa área superior a 200 hectares de milho”.

Uma representação da ADACO entregou hoje na Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC), em Coimbra, uma exposição à ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, “com a descrição dos problemas e as respetivas reclamações”.

Isménio de Oliveira, que estava acompanhado do agricultor Isaías Simões, dirigente da organização, disse que foram recebidos pelo subdiretor regional e pelo chefe da delegação de Coimbra da DRAPC, António Ferreira e Gonçalo Raposo, respetivamente.

“Estes responsáveis comprometeram-se a fazer eco das nossas propostas junto da senhora ministra da Agricultura, ficando agendada uma resposta para mais tarde”, acrescentou.

No documento, a ADACO refere que, “devido ao mau tempo ocorrido em setembro, há prejuízos em mais de 200 hectares de milho de grão e silagem no Baixo Mondego, envolvendo dezenas de proprietários”.

“O mau tempo, acrescido de rajadas de vento forte, originou a queda de milho”, adianta a associação, explicando que “os seguros não pagam porque, numa exploração agrícola, tem de haver um prejuízo no mínimo de 30% da área, além de os ventos terem de ter uma velocidade mínima de 70 quilómetros/hora”.

A associada da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) entende que “o Governo tem de tomar medidas no sentido de apoiar estes agricultores”.

O Ministério da Agricultura, que paga uma parte dos seguros agrícolas, “tem de intervir junto das seguradoras” para que estas “paguem efetivamente os prejuízos” sofridos, independentemente da velocidade do vento e da área afetada, exige.

Por outro lado, ainda relativamente à atividade agrícola no Baixo Mondego, a ADACO quer “que avance imediatamente o processo de emparcelamento, rega e drenagem no bloco 17-A – campos de São Facundo-Ançã”, com uma área de 170 hectares.

Trata-se do “único bloco, entre Coimbra e Montemor-o-Velho, por emparcelar”, afirma.

Em fevereiro, recorda a ADACO, o diretor regional de Agricultura do Centro, Fernando Martins, disse que “o emparcelamento no bloco A-17 (…) só seria possível” com fundos da próxima programação financeira da União Europeia.

“Existem atualmente muitas verbas no Plano de Desenvolvimento Rural 2020”, contrapõe, sublinhando que o atual quadro comunitário de apoio “irá ser prolongado pelo menos até 2022”.

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