Opinião: Decidir democraticamente

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Que pode a câmara fazer para “aproximar” a cidade do mar através do areal urbano?

Este é um dos temas que infelizmente continuará ser discutido durante várias décadas. Não quero ser pessimista, contudo, os recentes estudos relativamente ao degelo dos polos são verdadeiramente alarmantes para as populações costeiras de todo o Globo e a Figueira da Foz não é exceção. Posto isto, sou crente de que o futuro do nosso extenso areal não deve passar pela criação de infraestruturas significativas na areia.
Acredito que a criação de um parque urbano, com árvores de dimensão considerável, como vemos à entrada de muitas praias do globo, aproximaria a cidade daquele extenso areal. Contudo, acho que esta deva ser uma discussão democrática, à imagem daquilo que a Câmara tem feito em muitos momentos estruturantes da cidade e do concelho.
As recentes intervenções no areal têm sido bem sucedidas e têm contribuído para um areal mais próximo da cidade, confortável, com mobiliário urbano agradável e com locais agradáveis. Sinceramente, acredito que o foco deva estar em garantir uma proteção costeira de longo prazo. É visível o reduzido areal que temos a norte da Tamargueira.
Acredito que poderíamos pensar coletivamente numa solução que mitigasse a falta de areia a norte e porventura protegesse as zonas que no futuro poderiam vir a ser mais fustigadas. A aclamada Piscina Marés poderá ser também olhada como parte da solução para estes problemas. Antevejo tempos difíceis na gestão costeira e é importante estarmos preparados para o pior.
A praia continua a ser um ativo diferenciador, mas para o qual não existem soluções fáceis, nem baratas. É importante pensar estrategicamente, ouvindo o máximo de contributos possíveis. Aquela que venha a ser a aposta, deve partilhar de um largo consenso social e político. Acredito numa solução natural, contudo acredito que uma ampla auscultação irá ajudar bastante os decisores políticos a criar uma estratégia de aproveitamento do areal sustentável para as próximas décadas.

Pode ler a opinião de David Monteiro na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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