Opinião – Areal urbano

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Que pode a câmara fazer para “aproximar” a cidade do mar através do areal urbano?

Aproximar a cidade do mar através do areal urbano passa por criar uma outra ligação entre a “velha” avenida 25 de Abril/Av. Brasil e o areal urbano. O atual interface urbanístico está aquém do que desejamos para a cidade, o calçadão foi desvirtuado e tem que ser melhorado. Necessitamos de um areal com espaços paisagisticamente apelativos, e mais vivenciados, aumentando-se a extensão das vias pedonais (passadeiras, provisórias ou fixas; ciclovia) até próximo do mar e reforçando a criação da duna. Estas são ideias simples e exequíveis sem grande investimento.
Há espaços abandonados, ou desqualificados, incluindo o famoso “Oásis”. Haverá que criar novas estratégias de dinamização desta herança, renovando-a e criando estruturas inovadoras, desde lagoas salgadas até “micro-jardins atlânticos”.
Neste âmbito reforço a importância de criar condições para uma maior biodiversidade no areal, tornando possível o crescimento de plantas autóctones no areal e criando assim um segundo parque verde da cidade, tal como previsto em vários projetos apresentados no concurso de ideias promovido pela Câmara há quase 10 anos. Existe um amplo consenso científico na utilidade da defesa e promoção de ecossistemas dunares marítimos.
Todas estas iniciativas devem ter em perspetiva um grau de incerteza quanto ao tempo de vida das intervenções, devido às alterações climáticas em curso e a uma eventual obra de engenharia (o by-pass) que leve o excesso de areia para as praias a sul. Continuamos à espera do famigerado estudo.
Dito isto assinalo que o areal urbano é um espaço complexo que exige bons projetos, incluindo biólogos e paisagistas. Trata-se de uma criação humana, a acumulação de tanta areia em tão pouco tempo num única praia é mundialmente inédita e parece não ter fim.
No imediato a Câmara poderia manter eficazmente as estruturas e o investimento que se fez no areal urbano. Há muitos espaços negligenciados, tábuas soltas, vedações caídas, árvores plantadas que nunca foram regadas, etc.

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