Misericórdias do distrito de Coimbra vendem património para fazer face à pandemia

Algumas Misericórdias do distrito de Coimbra estão a vender património para fazer face ao aumento das despesas provocado pela pandemia de covid-19.
Ontem, numa conferência de imprensa, o presidente do Secretariado Regional de Coimbra da União das Misericórdias, António Sérgio Martins, admitiu que as misericórdias do distrito já tinham “um problema de sustentabilidade” antes do início da pandemia, mas que foi agravado agora com os custos associados à covid-19 e para os quais “os montantes de apoio previstos são claramente insuficientes.”
“Corremos o risco de muitas instituições entrarem em dificuldades financeiras graves. Muitas delas estão já a recorrer a outras valências, como venda de património para cumprir os seus compromissos”, afirmou o responsável.
“Há instituições a gastar 500 euros por dia em equipamento de proteção individual”, salientou.
A situação é de tal forma “grave” que várias instituições já estão a vender algum do património que lhes foi sendo doado.
O provedor da Misericórdia de Montemor-o-Velho, Manuel Carraco, também presente na conferência de imprensa, deu o exemplo da situação da instituição que lidera, em que já há duas escrituras marcadas para venda de algum património antes do fim deste ano.

Toda a informação na edição impressa e digital de hoje, 31 de outubro, do DIÁRIO AS BEIRAS

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