Arquitetos e engenheiros criticam projeto para Coimbra B

DB-Pedro Ramos -Debate teve ontem lugar na Ordem dos Engenheiros

Arquitetos e engenheiros de Coimbra lamentaram ontem a ausência de diálogo com o poder político em questões relacionadas com a mobilidade e a sustentabilidade urbanas. Novos projetos que estão a nascer na cidade, como a requalificação da Estação de Coimbra B, mereceram duras críticas, durante um debate que decorreu na Ordem dos Engenheiros (OE).
Depois da abertura da sessão, a cargo de Armando Silva Afonso, presidente da Secção Regional da Ordem dos Engenheiros, o arquiteto Carlos Reis Figueiredo, presidente da Secção Regional Centro da Ordem dos Arquitetos começou por dizer que sente um certo “desencanto devido à existência de peças urbanas aparentemente avulsas” na cidade para defender que “as ordens (dos arquitetos e dos engenheiros) não podem deixar de estar presentes nas grandes opções sobre a mobilidade”. O responsável lamentou ainda não ter tido resposta aos convites endereçados à Câmara Municipal de Coimbra e à presidência da Metro Mondego para o debate.
“Como arquitetos e engenheiros portugueses devemos ter uma palavra a dizer em articulação com os poderes políticos”, argumentou na mesma linha Carlos Antunes, docente do Departamento de Arquitetura (DARQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
O também diretor da Bienal AnoZero referiu-se aos projetos da Estação de Coimbra B e de Coimbra A falando de “imagens dececionantes” e de “uma solução tímida, nos antípodas da imagem urbana que queremos e que nos faz reféns da Infraestruturas de Portugal”. Ainda assim, acredita o arquiteto, Coimbra vive atualmente uma “situação extraordinária”, com projetos como o Metrobus, a Bienal Ano Zero, a candidatura a Capital Europeia da Cultura, a requalificação da Estação de Coimbra B, e outros. “Haja discernimento, inteligência e talento e a cidade poderá em breve ser a mesma mas muito mais vibrante”, concluiu.
Mais crítica foi a engenheira e vereadora do Movimento Somos Coimbra, Ana Bastos. “Não me revejo neste projeto. Perdemos uma oportunidade única de repensar a cidade. E perdemos por falta de democracia e do projeto não ser aberto à discussão pública”, sustentou falando essencialmente da futura Estação Coimbra B, mas também de outros projetos de mobilidade. “Houve um fecho completo das entidades competentes. É uma pena que nunca tenhamos sido chamados”, afirmou, dizendo que “a Linha do Hospital (do Metrobus) é chocante, o polo 1 não é servido, há problemas de mobilidade”.

Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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