Académica: Eficácia no ataque e fortuna na defesa garantem três pontos

Mais uma vitória, mais três pontos em Coimbra. Os estudantes tinham pela frente o Penafiel, que vinha de três vitórias consecutivas em jogos oficiais, e desde cedo mostraram que não estavam intimidados pela boa forma do adversário.
No Estádio Cidade de Coimbra, a eficácia do ataque e alguma sorte na defesa – os postes da baliza academista abanaram três vezes – foram decisivos para a vitória alcançada com um final de muito sofrimento.
Os golos de Bouldini e João Mário, ambos em ataques rápidos em que aproveitaram os espaços deixados nas costas da defesa, permitiram à Académica sair para os balneários a vencer por dois golos de diferença. No 2.º tempo, um adormecimento coletivo do conjunto da casa, aliado ao crescimento do Penafiel, reabriu o jogo, após Gustavo Henrique reduzir a diferença no marcador.

Começo equilibrado
O técnico da Académica fez algumas mudanças em relação ao onze inicial lançado no jogo da Taça de Portugal – vitória frente ao Juventude de Évora – e apostou numa defesa composta por Mika (baliza), Rafael Vieira e Silvério no centro da defesa, e Bruno Teles e Fabiano nas alas. O meio campo ficou entregue a Ricardo Dias, Guima e Fabinho, a jogar nas costas do ponta de lança Bouldini, acompanhado por Traquina e João Mário no ataque.
A partida arrancou logo com um gigantesco susto na baliza de Mika. Poucos segundos após o apito inicial, Silvério faz um passe disparatado, colocando o esférico nos pés do avançado do Penafiel. Wagner aproveita o erro e dispara para a baliza, valendo o poste a evitar o golo inaugural. Nos primeiros 20 minutos, as equipas procuraram encaixar-se, sem arriscar muito no ataque, e sair a jogar a partir da defesa. As pressões logo na primeira fase de construção obrigaram os atletas a recorrer demasiadas vezes ao “chutão” para a frente, condicionando muito a qualidade de jogo nesta primeira fase.
Eis que, aos 24’, numa altura em que a Académica pouco chegava ao ataque, Fabiano faz um excelente passe a desmarcar Guima. O médio avança pelo corredor esquerdo, o guarda-redes do Penafiel hesita na saída e Bouldini, servido por Guima, atira com a baliza completamente descoberta.
Despertados pelo golo da Briosa, os visitantes subiram as linhas e, na sequência de um livre lateral na esquerda do ataque, Leandro cabeceia contra a trave da baliza de Mika que, pela segunda vez em meia hora, agradeceu a fortuna e a ajuda dos “seus” postes.
A bola no ferro voltou a inspirar os homens orientados por Rui Borges que, momentos depois, ampliam a vantagem.
A pouco mais de cinco minutos do apito para o descanso, o mesmo Fabiano tem mais um momento de classe, deixando João Mário na cara do golo. Depois de uma receção sublime, o ex-Ac. Viseu, no frente a frente com Luís Ribeiro, não perdoa e faz o 2-0.

Académica entra a dormir e acaba encostada às cordas
O Penafiel entrou com tudo na 2.ª parte, aproveitando o relaxamento do conjunto do Calhabé que cometia vários erros no momento da construção. Silvério e Rafael Vieira pareciam nervosos e, em dificuldades, iam tentando lidar com a agressividades dos avançados forasteiros.
Logo aos 48’, o poste é protagonista pela terceira vez no encontro, ainda que Mateus estivesse em posição irregular.
A sucessão de oportunidades – os “estudantes” entram a dormiram após o intervalo – resultou no golo, aos 55’, por intermédio de Gustavo Henrique. Ludovic cruza na direita, a bola sobra para o avançado do Penafiel que amortece no peito e dispara forte para o golo.

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