Praxe com uso de máscara, mas a condizer com o traje

“Máscaras cor-de-rosa ou com desenhos” estão proibidas aos estudantes da Universidade de Coimbra (UC) que enverguem traje académico. A imposição é do Conselho de Veteranos (CV), entidade reguladora da praxe na instituição universitária.
“Vão contra o preceito da solenidade da capa e batina, logo, destoam negativamente. Tudo o que seja padrões e desenhos são proibidos por evidenciarem um mote estético”, esclareceu ao DIÁRIO AS BEIRAS Matias Correia, dux veteranorum daquele órgão.
Num decreto divulgado ontem, o Conselho de Veteranos refere que “todos os intervenientes em atividade praxísticas estão obrigados ao uso de máscara, sob pena de punição praxística e de processo disciplinar”.
Contudo, há uma série de “regras” que o CV impõe ao estudante que envergue capa e batina: se o uso de máscaras cirúrgicas certificadas é compatível com o uso do traje, já em relação às máscaras sociais, estas devem ter o fundo preto, branco ou cinzento, “sendo somente permitidos logótipos ou símbolos que sejam da UC, da AAC e respetivas secções e de carros da Queima das Fitas”.
“Não são permitidas máscaras que destoem negativamente da capa e batina e tenham um mote estético em padrão ou desenhos”, pode ler-se no documento.

Praxe sem contacto físico
Para garantir uma maior segurança num contexto de pandemia, além do uso obrigatório de máscara nas praxes, o Conselho de Veteranos proíbe “mobilizações” com mais de dez participantes, interdita “todas as interações e atividades que envolvam contacto físico”, e impõe uma distância mínima de segurança de dois metros.
Reconhecendo que “o acolhimento dos novos estudantes é um processo importante” para dar a conhecer a universidade, o reitor da UC, Amílcar Falcão adverte que “a tolerância para excessos, sejam eles quais forem, e discriminação é zero”.

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