Opinião: Que queremos nós – os que resistem na margem esquerda?

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1- Queremos autonomia de decisão nas instituições. Por isso, entendemos Administrações diferentes para HUC e HG e Psiquiatria. Podemos aceitar um órgão colegial onde se sentam Presidentes de Instituições Independentes para uma estratégia no Distrito. Neste cenário, o que não faria falta é uma entidade supra como a ARS.
2- Queremos participar no desenho dos objectivos e na organização do processo de construção. A instituição deve adaptar os seus trabalhos à sua missão e à estratégia desenhada. O envelhecimento das estruturas físicas, da hotelaria, sua inadequação aos tempos modernos, obriga a fazer obras de construção ou de remodelação. O investimento é necessário no Sobral Cid, no Hospital Geral e no HUC.
3- Queremos direcções intermédias no Hospital Geral e a definição do seu modelo de organização. Os serviços ou funções, que se executam e se programam e se desenham no Hospital Geral devem ter directores no local. Não queremos gente ubíqua, directora e presidente em simultâneo de dez ou mais estruturas, associações, sociedades, omnipresentes na ausência, incompetentes no final.
4- Queremos escolhas fundamentadas publicamente, e fiscalização dos resultados obtidos. Comparar os números obtidos antes e depois de cada alteração substancial. Vamos lá deixar as intenções e as boas vontades. Monitorizar, avaliar, mudar, medir e comparar.
5- Queremos transparência na avaliação das decisões. Podemos pensar em entidades externas independentes que nos auditem mas sobretudo devemos lutar por acreditações que exigem periodicidade de renovação.
6- Preferimos um modelo de existência de Hospital Geral de pelo menos nível dois, para responder melhor às populações. Neste conceito entendemos ser melhor uma nova maternidade no espaço do Hospital Geral, como uma estrutura modelo, moderna, em estilo de unidade funcional com várias valências, apontando para uma estratégia de atracção da grávida que está doente para Coimbra. Neste cenário obviamente não nos repugna a defesa do segundo hospital central para Coimbra que 4000 pessoas subscreveram. Carece-se de uma estratégia na zona Centro para definir o caminho.
7- Vemos com bons olhos a estruturação de uma verdadeira e autónoma unidade de cirurgia ambulatória no Hospital Geral, com equipas dedicadas e objectivo de alta rentabilidade. Gostamos de imaginar um director do ambulatório que responde pelos seus quadros e resultados, esvaziando o CHUC de 70% das suas cirurgias.
8- Só podemos concordar, com a instalação de uma estrutura de consulta externa em estilo de unidade funcional, multivalências que reduza a quantidade enorme de gente que se desloca com esses fins ao HUC.
9- Claro que desejamos com vigor o regresso da unidade de urologia, que era exemplar na gestão do Dr Sobral, à margem esquerda, e o serviço de pneumologia como tem que ser para honrar a história da Instituição. Também entendemos ser melhor para todos uma Urgência Médico-cirúrgica na margem esquerda das 09-às 22h
10- O Hospital Geral deve rentabilizar o investimento de milhões da sua cardiologia e desse modo sustentar a construção da Unidade funcional para grávidas doentes. De facto não queremos pouco, e o que queremos tem lógica e faz sentido. E neste contexto também não nos importamos de tratar bem a senescência, ser investigação na epidemia de obesidade, ter uma excelente fisioterapia/ reabilitação que faz uso dos magníficos espaços verdes.

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