Opinião: Dar novos mundos ao mundo (VIII) – Vencedor ou vencido

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Covid-19. Como proceder: 1. Em relação à doença?; 2. Em relação à economia?.
1. Em relação à doença, alertar o sistema linfático – que, no corpo humano, é o equivalente ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) – para activar a produção de anticorpos. Como fazer? Dez centímetros cúbicos semanais de auto-sangues durante três semanas. É que o vírus é tão pequeno que é conduzido directamente para o sangue e aquando da oxigenação fixa-se no pulmão. Também é possível fazer administração de sangue do mesmo grupo sanguíneo de um portador da doença ou estimular ou pôr em alerta o sistema linfático fazendo injecção intramuscular de Leucigon (que no meu tempo era produzido pelo laboratório Sanitas). Esta doença equivale à gripe pelo seu comportamento de peripneumonia dos bovinos. Como na gripe, dar anti-inflamatórios e medicamentos para baixar a temperatura, que é como se fazia e se deve fazer. É este o meu pensar, mas os conselheiros ou camaradas do sistema político corrupto… – termo que utilizo para caracterizar os cargos públicos que não são ocupados por mérito ou concurso, mas atribuídos aos mais subservientes ao Governo e que fazem apenas o que lhes mandam fazer.
2. Em relação à economia, é preciso produzir aquilo que se consome, para que, no caso de uma calamidade física, química ou biológica, desencadeada pelo homem ou pela natureza, tenhamos armazenado aquilo que precisamos. Suponhamos agora que, por causa da pandemia, as fronteiras são encerradas. Que sucedia? Estávamos a morrer de fome. Não será? Vejam o livro “EIVA” em norbertocanha.wordpress.com. EIVA são as energias indispensáveis à vida, ou seja, a alimentação, a energia electromagnética e a energia das ideias e pensamento. Todas estas estão caducas, sem que sejam avaliadas as consequências. Por seu lado, ELVA são energias limitativas da vida: a fome, a poluição e a impreparação dos políticos (que é bem patente). Há que produzir o que consumimos. De que forma? Antes e ainda durante o 25 de Abril o Estado garantia um preço para o trigo, a batata, o azeite,… No caso de excedente, cumpria. Como exemplo, em Alfândega da Fé, Sendim da Serra, eu dava emprego a cinco famílias. Tinha lucro. O leite, o azeite, eram escoados através do Complexo Agro-industrial do Nordeste (Cachão). Terminaram com essa compensação. Quem traçou este caminho disse-me na actualidade: a agricultura foi a mancha negra do meu Governo. Eu acrescento a essa sinceridade: de todos os Governos após o 25 de Abril.
Mas uma palavra dita pelos políticos, nem uma página na comunicação social sobre a agricultura, como tem sido a nossa e é. Construam-se e restaurem-se centros de recolha e transformação dos produtos alimentares por todo o país e como os nossos são dos de melhor qualidade (particularmente de Trás-os-Montes) no mundo, deixará de haver sem-abrigo e desespero de quem se mata por não querer ser mendigo.
O Estado não pode ser esbanjador como aquilo em que se transformou. Neste momento há 84 Ministros e Secretários de Estado… Meu Deus! E nas Câmaras, por exemplo, quando fui presidente da Assembleia de uma delas, eram três ou quatro funcionários. Hoje, nem quero contar. Em Coimbra, até as Juntas de Freguesia têm mais do que tinha o Município de Alfândega da Fé, em que eu era Presidente da Assembleia. Mandem-nos contar. Sejam sinceros… Depois não há dinheiro para a saúde, para dar vitalidade às empresas, para terminar com esta catástrofe.
Eu criei o termo Ciências do Bem-estar ou Harmonia que englobam o movimento (desporto), as artes (cultura, donde a agricultura ser a primeira das culturas) e o trabalho. Mas cuidado! Exclui as greves, ou pelo menos modera-as. Não se pode dar aquilo que se não tem, se não se produzir e houver rendimento suficiente. Foi isto que aconteceu após o 25 de Abril… No entanto, a população está disposta a dar 5% do que ganha para tirar o país da calamidade em que caiu. Os trabalhadores que me responderam afirmativamente a isto também disseram: mas não pode ser o Governo a governar o dinheiro. Como é sábio o povo! As greves não se fazem com o braço ou o punho no ar. Só os muito corajosos é que se atrevem a dizer que não quando todos os outros dizem que sim.
Nós merecemos melhores governantes do que temos. Pede-se a austeridade. Venha ela. Comece-se por se reduzir o número de deputados. Sejam apenas 100 e já é demais. E que metade deles sejam das Ciências Produtivas e não como actualmente, em que a maioria dos deputados ou governantes são das Ciências Jurídicas, Humanistas e Empresariais, que só consomem, nada produzem. Mais grave do que isso: não utilizam quem mais sabe, mas quem mais lhes convém.

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