Opinião: Aprenderam depressa o atrevimento. Os amanuenses de formação ou ocasião!

Posted by

O atrevimento é uma das causas do atraso de Portugal. A todos é permitido diversos tipos do tal. A todos, figurando como mau exemplo o Senhor Presidente da República.
Não haverá nada na política portuguesa, seja em que área for, em que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa não “meta a colherada”!
A última, pasme-se, foi dizer ao Partido Socialista com quem se deveria aliar. “A solução é à esquerda”, afirmou, beneficiando da natural “maneira ser” pachorrenta, mas inteligente do Senhor Primeiro Ministro.
Com actuações deste género, qualquer titular de cargo político se acha no direito de ser atrevido, até, naquilo que à individualidade diz respeito.
Continuo a afirmar que o objectivo das presidenciais, será saber quem vai ser o “primeiro dos últimos”!
Se o “Chega” não tivesse aparecido a animar a coisa, seria uma fastidiosa repetição de várias eleições presidenciais…sem chama.
Os protagonistas, os mesmos ou diferentes, apareceriam com o mesmo discurso, estejamos ou não na era digital, na era da transformação da, e das sociedades.
Se o Presidente da República dá ordens ao partido do governo, implica que dá sinais evidentes à oposição, da qual parece não gostar mas tolerar, como a dizer; “organizem-se!
Se tudo isto se passa ao mais alto nível do Estado, não será de estranhar que para as autárquicas, os vários DDT’s – donos disto tudo – comecem a dominar, sim, dominar, as consciências mais frágeis.
Os bens financiados por todos nós, entregues à gestão e responsabilidade de quem tem a obrigação de os preservar, não podem ser objecto de favores. Mais, deverá existir sempre uma lógica de não apropriação dos bens, antes, colocá-los ao serviço do bem público.
Para tanto, é necessário que exista um pensamento social claro e transparente, que não pode estar subjugado a um qualquer, ou uns quaisquer, amanuenses de formação ou de ocasião.
A sociedade está cada vez mais dividida e complicada. A COVID-19 só veio agravar. E ao invés de se tentar encontrar soluções para os problemas, colocam-se mais problemas em cima de outros problemas, como se um disparate anulasse o anterior e não os fizesse acumular.
Estou a ser muito bonzinho, quando falo em pensamento ou discurso político. É que, “a bem de ver”, se nos tornamos cada vez mais cépticos, menos agilidade mental temos para encontrar soluções, e mais sujeitos a manipulações ficaremos.
Dir-me-ão que esta sociedade é uma desgraça. Pode ser que sim, mas na verdade, é a que temos e que deveremos modificar.
É fácil afirmar que cada um é responsável pela sua participação. Só que a sociedade não se modifica pela vontade de cada um.
Depois de passada a gritaria das presidenciais e com a pandemia já em declínio, anseio eu, aparecem no horizonte as eleições autárquicas.
E pela intensidade com que se desdobram os partidos tradicionais, talvez com medo do que possa advir das presidenciais, poderá significar que a coisa pode não correr muito bem.
É que muita gente está farta das mesmas caras, das mesmas aldrabices, do mesmo discurso velho e cinzento – mesmo elaborado por malta mais nova – e ávida de alguma coisa diferente.
Só que essa coisa diferente que poderá aparecer, não será nem de perto nem de longe o que todos gostaríamos.
Será naturalmente mais do mesmo, ou mais do passado, que nos remeterá para tempos de triste memória.
Mudar já e rapidamente alguns protagonistas que sempre viveram da manipulação das consciências para manterem um poder que estraga aldeias, vilas e cidades, é imperioso e urgente. Local, regional e nacional!
Aprenderam depressa…o atrevimento!

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.