Opinião: Aeroporto de Coimbra aproxima a Europa

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Existem muitos e variados assuntos, temas direi melhor que poderão e deverão ser objecto de comentário e de análise.
A verdade é que o país passou, por efeito da disseminação de redes sociais, boas naturalmente, assim como alguns órgãos de comunicação social de elevada categoria, a falar de tudo o que não sabe!

Será um bom exercício, pedagógico até, já que por efeito do disparate e do erro se atinge a verdade! Será assim? Talvez, na boa lógica de nunca se ter medo de errar, porque no erro se faz luz!

O Mundo está muito perigoso. As ditaduras cada vez mais sanguinárias estão a fazer lei. A Europa está numa situação muito delicada por culpa própria. China, Rússia, Turquia, Coreia do Norte, Venezuela, Bielorrúsia, entre outros, são hoje um foco de infecção do mundo, com a conivência dos Estados Unidos da América que tem como presidente um candidato a ditador.
Salvar-nos-à o facto, do sistema democrático estar muito enraizada nos Estados Unidos da América? Ninguém sabe. Será, no entanto, muito perigoso para o mundo se o senhor Trump for eleito!

A Europa esqueceu-se que África existe. Grande parte dos líderes africanos têm uma notória falta de capacidade de liderança, estando sempre sujeitos às boas e más disposições dos mais poderosos. Quem paga a fatura são sempre os seus povos, aliás como é fácil de saber e perceber. Está à vista!

A Europa poderia ter tido em África aliados fortes e decididos, se tivesse em tempo útil feito um “mea culpa” pelos disparates cometidos durante décadas e séculos.

Cada vez mais a Europa tem de estar unida e coesa, apesar das divergências com a Hungria e a Polónia, percebendo que só dessa forma poderemos ser a consciência crítica do mundo.

Em Portugal acabaram-se os “estados de graça”. Tudo agora vai girar sobre as questões políticas de onde se podem retirar dividendos para as eleições autárquicas de 2021. Para se perceber melhor, os resultados das autárquicas são importantes e determinantes para a vitória das próximas legislativas.

Vai valer tudo!

Não tenho nenhum prazer especial em admitir, que não gosto, nem do centralismo de Lisboa, nem do bairrismo do Porto.
Por tal, assumo que a regionalização é o caminho. Mas esse caminho não pode ser trilhado, sem que PS e PSD estejam de acordo sobre o tema. Além disso, uma nova lei eleitoral impõe-se, decisiva para a aproximação de eleitores e eleitos, na base da escolha directa dos seus candidatos e não escalonados em listas fechadas dos partidos.

As duas reformas não são independentes. É preciso fazer um trabalho profundo sobre as duas reformas estruturais. Mas já não temos muito tempo. Aliás, não sei mesmo se vamos a tempo, tal a crise que se avizinha e ninguém perceber como vai funcionar o mundo no pós-pandemia.

Há gente que parece não entender que nada será como dantes e que o mundo mudou. Há gente que entende que vamos retornar ao anterior normal, como se o anterior normal por efeito de múltiplas contradições, fosse normal! Era o que deixavam que fosse, outros, até alguém resolver escangalhar o normal. E conseguiu!

Por isso Portugal tem de assumir a regionalização rapidamente. Sem medos ou receios. Com confiança!

Manuel Machado esteve bem, aliás muito bem, quando voltou a reafirmar a absoluta necessidade de existir um aeroporto em Coimbra que estivesse ao serviço da região centro.

Esta é, absolutamente, uma região que aproxima o litoral do interior, cuja riqueza é enorme.

Sair do colete de forças a que Coimbra e a região centro têm estado sujeitos, deverá ser um desígnio global.

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