Opinião: A polis

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O debate político-partidário local está a degradar-se?

O debate político é algo milenar, começou na Grécia Antiga nas Ágoras (Assembleias), com o intuito de discutir o futuro e as opções da Polis (Cidade-Estado). Aliás o termo política advém de Polis o que me leva a concluir que o mais semelhante que encontramos atualmente à origem do debate político, é a assembleia municipal e a reunião de câmara. Por serem nestas que se discute a cidade e territórios próximos.
Considero-me bastante jovem na política figueirense, não assisti com atenção a uma série de acontecimentos do início deste milénio que me permitiriam fazer uma análise comparativa mais informada entre a qualidade do debate político de outrora e o de hoje. Contudo, consigo fazer a minha análise comparando com a realidade de outros concelhos e porventura de outras dimensões da política nacional.
Na Figueira considero que a oposição não tem o nível que todos desejamos. Falta muita coisa ao principal partido para ser uma real alternativa à atual vereação executiva. Fazer declarações na reunião de câmara a criticar algumas opções tomada não é suficiente para quem almeja mais. O Outdoor, recentemente colocado também é um bom exemplo de como não fazer oposição, lançando para o ar assunções que a realidade demonstra serem bem mais complexas. A falta de mobilização popular à volta do projeto também não abona para apresentação de uma real alternativa.
A política na Figueira da Foz tem vindo a perder a chama do debate político. Tirando alguns momentos de maior agitação baseada num caso isolado, os atores políticos com funções executivas seguem o seu caminho sem grandes sobressaltos promovidos pela oposição. A verdade é que o Partido Socialista é o único partido que neste momento apresenta um trabalho digno de reconhecimento e ideologicamente identificável. A estratégia dos acontecimentos momentâneos e a falta da aderência popular aos outros projetos tem levado a que a oposição saia fragilizada. O que no final de contas é negativo para todos. Para os cidadãos, para quem está no poder e para a própria oposição.

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