Especialista médico estima que número diário de mortes em Portugal volte a ser acima dos 30

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O infeciologista Jaime Nina explicou neste domingo que a covid-19 teve um impacto maior do que seria de esperar na Europa e na América do Norte porque a gripe em 2019 “foi muito ligeira”.

“Muitos idosos que teriam morrido de gripe em 2019 não morreram e, portanto, havia um ‘pool’ de gente vulnerável maior do que era habitual e que apanhou com a covid”, disse em entrevista à agência Lusa o professor na Universidade Nova de Lisboa, no Instituto de Higiene e Medicina Tropical e da Faculdade de Ciências Médicas.

Questionado se a segunda “onda” da doença pode ser pior do que a primeira, Jaime Nina afirmou perentoriamente: “sem dúvida nenhuma”.

“Até porque há um motivo: neste momento, não é possível fazer um confinamento drástico como foi feito em março e abril, porque se fizermos isso a seguir vamos todos de chapéu na mão pedir esmola porque o país faliu. Isto tem custos brutais”, salientou o infeciologista do Hospital Egas Moniz.

Sobre o risco de se chegar ao número de óbitos registados em abril, com dias com mais de 30 mortes, Jaime Nina disse que “ficaria aliviado se o número de mortos for 35 por dia”, mas “pode ser muito mais”.

Já se percebeu que os jovens têm uma doença benigna e nas crianças “só por acaso se encontra um positivo”, por isso deve-se “proteger os idosos” como está escrito no Plano Outono Inverno 2020/21 da Direção-Geral da Saúde.

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