Câmara da Mealhada defende uma liderança do poder central na Fundação do Bussaco

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O presidente da Câmara da Mealhada defendeu hoje que o poder central deve liderar a Fundação Mata do Bussaco (FMB) e assegurar, ao mesmo tempo, mais financiamento para a instituição.

“Quer eu quer o presidente da Fundação achamos que [o modelo de gestão] deve ser alterado. O sentido e os detalhes são com o Governo, agora deve haver uma liderança na Fundação por parte do poder central”, afirmou Rui Marqueiro, que falava à agência Lusa no final de uma audição na comissão parlamentar de Agricultura e Mar sobre a gestão da Mata Nacional do Bussaco.

De acordo com o autarca, é o Governo que deve liderar a Fundação Mata do Bussaco, podendo também nela estarem representados outros agentes, como é o caso da autarquia, mas também de universidades ou de institutos públicos que toquem em temas ligados à “realidade da Mata”.

No entanto, Rui Marqueiro vincou que essa liderança do poder central deve traduzir-se em financiamento que “neste momento não existe”.

“O poder central tem pedido à Câmara Municipal para ajudar a resolver os problemas”, notou, considerando que “só é possível fazer mais com mais”.

Verbas da FMB

Neste momento, as verbas da FMB vêm em grande maioria (cerca de 80%) de receitas próprias, sendo que grande parte do restante é assegurado pela autarquia, explicou.

A Câmara da Mealhada, vincou, não pretende deixar de apoiar a Fundação e não pretende “pôr-se de fora”, porém, o Governo tem que ter “um peso que não tem”.

“Para se ter a Mata bem cuidada, como ela exige, é preciso mais”, asseverou, notando ainda que a pandemia tem tido também implicações na Mata Nacional do Bussaco, visto que houve uma quebra “muito grande” na vertente das receitas próprias.

A Mata do Bussaco tornou-se monumento nacional em 2018.

Com 105 hectares, a Mata foi plantada pela Ordem dos Carmelitas Descalços no século XVII, encontrando-se delimitada pelos muros erguidos pela ordem para limitar o acesso.

Além da Mata centenária, o conjunto patrimonial do Bussaco, que foi declarado monumento nacional em 2017, apresenta um núcleo central formado pelo Palace Hotel do Bussaco (instalado desde 1917 num pavilhão de caça dos últimos reis de Portugal) e pelo Convento de Santa Cruz, a que se juntam as ermidas de habitação, as capelas de devoção e os Passos que compõem a Via-Sacra, a Cerca com as Portas, o Museu Militar e o monumento comemorativo da Batalha do Buçaco.

Os cruzeiros, as fontes (com destaque para a Fonte Fria com a sua monumental escadaria) e as cisternas, os miradouros e as casas florestais compõem o vasto conjunto do património.

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