Bispo de Coimbra realça importância dos 700 anos de culto da Imaculada Conceição

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FOTO DB – CARLOS JORGE MONTEIRO

O bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, disse hoje que a comemoração em outubro dos 700 anos do culto da Imaculada Conceição é uma oportunidade para a comunidade diocesana reforçar a veneração à Virgem Maria.

“Em tempos de tantas divisões no corpo de Cristo, que põem em causa o testemunho da Igreja e fragilizam a comunicação da fé e do Evangelho, somos chamados a voltar a Maria, modelo fiel e puro da união com Cristo e de toda a Igreja”, afirmou o prelado.

Ao realçar a importância de “celebrar a Imaculada Conceição com mais amor”, apelou a que, “em momento tão significativo” para Coimbra, “a comunidade diocesana tudo faça para revigorar o culto devido à mãe de Deus”.

Virgílio Antunes intervinha na Sé Velha de Coimbra, na apresentação do programa comemorativo dos 700 anos do culto da Imaculada Conceição.

“Aproveitemos este tempo de graça para colher tudo o que Maria tem para nos ensinar como mestra da fé, estrela da evangelização, testemunha de santidade no seu amor a Cristo e à palavra de Deus”, defende, numa nota pastoral hoje difundida.

No dia 17 de outubro de 1320, o então bispo de Coimbra, Raimundo Evrard, instituiu a festividade da Conceição de Maria, mandando que todos os anos, a 08 de dezembro, fosse assinalada na Basílica de Santa Maria, atual Sé Velha.

O programa da Diocese para assinalar os sete séculos do culto inclui, “como pontos centrais”, um colóquio teológico e histórico, no dia 17 de outubro, e uma missa na Sé Velha, no dia 08 de dezembro.

“Às diversas comunidades cristãs, paróquias e unidades pastorais, pedimos que acompanhem com as suas celebrações litúrgicas, catequeses e momentos de piedade, segundo a riqueza legada pelas tradições locais”, disse Virgílio Antunes.

Na sua opinião, “neste tempo de debilidade face à pandemia [da covid-19], Maria, enquanto mulher e Igreja, tem uma palavra e um testemunho face às apreensões de toda a Humanidade”.

No dia 08 de dezembro, a comemoração abrange ainda a abertura de um percurso expositivo, no Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), a inauguração de uma estátua, na Sé Velha, e o concerto “À Imaculada Conceição, rainha de Portugal”, na antiga igreja do Convento de São Francisco, na margem esquerda do rio Mondego.

Na sessão, intervieram também o vigário geral da Diocese de Coimbra, Pedro Miranda, o vice-presidente do Centro Académico de Democracia Cristã (CADC), Filipe Albuquerque de Matos, a diretora do MNMC, Ana Alcoforado, o presidente da Confraria da Rainha Santa Isabel, António Rebelo, e o presidente da União de Freguesias de Coimbra, João Francisco Campos.

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