As palavras mágicas são distanciamento social e segurança

Hugo, de 10 anos, assiste todos os anos aos espetáculos dos Encontros Mágicos. Está habituado à dinâmica do evento e a interagir com os mágicos de diferentes nacionalidades que há 24 edições chegam a Coimbra para espalhar magia. Ontem, no espetáculo de apresentação, foi chamado pelo ilusionista inglês Cliff para ajudar a transformar um lenço branco em vermelho. De imediato, levantou-se para se dirigir ao palco. “Stop! Distanciamento social, Hugo”, lembrou o artista.
A distância não impediu que se fizesse arte e com as palavras mágicas e o poder da mente, o pequeno Hugo conseguiu não só fazer aparecer um lenço vermelho como outros lenços de todas as cores do arco-íris.
O menino assistiu ao espetáculo com o irmão, de 14 anos, e a mãe, Maria Assunção, numa zona ao ar livre, mas delimitada, em frente à Câmara Municipal de Coimbra (CMC). “Vimos sempre e assistimos a espetáculos quase todos os dias”, conta a conimbricense que, pela primeira vez, devido à pandemia, teve de reservar bilhete online, embora os espetáculos sejam gratuitos.
“Está tudo muito diferente, mas sinto-me em absoluta segurança”, garantiu, sublinhando o facto de as sessões terem “lotação restrita” e de existirem “alcatifas” de forma circular para serem partilhadas no máximo por quatro pessoas do mesmo agregado familiar. “É uma ideia fabulosa”, disse.
Ainda antes, à entrada do recinto, a família, e todas as pessoas do público, receberam uma máscara descartável com uma bolsa de transporte e desinfetaram as mãos com álcool gel. Estas foram algumas das medidas que a organização, a cargo da Luís de Matos Produções e da CMC, implementou este ano.
“Estou tranquila. Acho que as medidas são adequadas e é assim que tem de ser”, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS Ana Carolina, brasileira a morar em Portugal que, pela primeira vez, assistiu ao evento. “Esta é a prova de que cumprindo as regras podem-se fazer espetáculos”, reparou Maria das Neves, que no exterior do recinto segurava o neto, Rodrigo, de quatro anos. O pequeno, que quer ser polícia quando crescer, olhava fascinado o artista sevilhano Javier Benitez enquanto dizia que também sabia fazer “uns truques de magia”, como “encolher uma caneta só com a mão”.

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