PSD questiona Governo sobre salva-vidas inoperacional na Figueira da Foz

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Foto D.R.

Um grupo de 12 deputados do PSD questionou hoje o ministério da Defesa sobre a situação do salva-vidas do porto da Figueira da Foz que está inoperacional há oito meses e perguntou se há verba para o reparar.

Na pergunta enviada hoje ao Governo e a que a agência Lusa teve acesso, os deputados sociais-democratas questionam se o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, que tutela a Autoridade Marítima Nacional, “está a par da situação do salva-vidas Patrão Macatrão e da necessidade da sua reparação, tendo em conta a importância do mesmo para a segurança do mar da região da Figueira da Foz”.

No texto, o PSD pergunta ainda se está prevista “alguma verba específica” para a reparação da embarcação, bem como um plano de reparação “que permita delinear um calendário para a efetivação das intervenções necessárias” no salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN).

Os deputados António Maló de Abreu, Ana Miguel Santos, Mónica Quintela, Bruno Coimbra, Pedro Roque, Carlos Eduardo Reis, Isabel Meireles, Paulo Moniz, Olga Silvestre, Emília Cerqueira, Sérgio Marques e Carlos Alberto Gonçalves, que subscrevem a pergunta, pretendem ainda saber quando “estará novamente operacional” o salva-vidas.

A embarcação de grande capacidade, utilizada principalmente em salvamentos a longa distância, está inoperacional desde dezembro de 2019, depois de ter embatido num tronco arrastado pelo rio Mondego na altura das cheias, explicou recentemente à Lusa João Lourenço, capitão do Porto da Figueira da Foz.

O salva-vidas, que entrou ao serviço em 1997, tem 13,5 metros de comprimento e um raio de ação de 50 milhas marítimas (cerca de 90 km). Possui cabine rígida e uma “reserva de flutuabilidade” que lhe permite enfrentar condições extremas de mar, mantendo a posição ‘sempre em pé’.

A embarcação homenageia Moisés Macatrão, que foi patrão da estação do ISN da Figueira da Foz ao longo de 32 anos, até 1994. Ao longo desse período, Moisés Macatrão realizou centenas de salvamentos e viria a ser homenageado em 1997 pela Marinha, que deu o seu nome à primeira de oito embarcações da então nova classe Rainha Dona Amélia.

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