Opinião: Melhor seria!

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É a favor de um acordo extrajudicial para o parque de campismo do Cabedelo?

A estória em torno do Parque de Campismo do Cabedelo tem traços rocambolescos e perplexantes que já passaram por estes escritos recentemente.
Pergunta-se hoje sobre a hipótese de vir a encontrar-se a solução para o tremendo imbróglio no campo do consenso, através de uma decisão extrajudiciária.
Tendo o caso atingido as dimensões que atingiu, com acusações de parte a parte entre a Câmara Municipal e a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, à primeira “vista” seria de afastar a hipótese, porque a “temperatura subiu “ bastante nesta questão. Mas sim, por que não?
A Câmara só tem a ganhar em não avançar para formas mais musculadas de resolução do problema e o mesmo pode dizer-se da concessionária do espaço. Seria necessário chegar onde se chegou? Talvez sim, dados os desenvolvimentos associados, a alegada falta de resposta por parte da Federação (será?), a quebra de negociações, a interrupção abrupta do contrato…
Uma estória feia e certamente desnecessária se se tivesse recorrido mais ao bom senso do que à teimosia obstinada. Nesta como afinal em todas as situações que opõem pessoas a pessoas, em questiúsculas ou mesmo coisas de maior porte, sempre defendo o consenso.
E para se resgatar a boa vontade e o entendimento, nada como dar passos no sentido de aí chegar. As partes estão efectivamente de costas voltadas e sobejamente mal dispostas uma com a outra, é um facto. Mas tal não poderá constituir impedimento final para que não se esforcem por ultrapassar o diferendo.
A Federação já havia aceitado alterar a estrutura campista, segundo o que consta. A Câmara não pode persistir numa atitude de persistente defesa do turismo de elites, fazendo tábua rasa ou muito perto disso de outras formas de fruição do património comum de todos: o mar, as paisagens, o sol.
Este é um concelho de gentes acolhedoras e cosmopolitas, dispostas a receber de braços abertos todos os seus visitantes, sem criação artificial de barreiras de estrato social e económico. O acordo fora da justiça é desejável. Melhor seria se este fosse decididamente concretizado. Muito melhor!

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