Opinião – Medidas, já!

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De que modo a pandemia afetou as suas férias?

Entendendo “as férias” como o tempo em que não realizo qualquer atividade relacionada com questões “do trabalho”, é difícil, este ano, poder usufruir daquelas na sua plenitude, uma vez que a pandemia obrigou à recalendarização de muitas das tarefas nas quais estou envolvido profissionalmente.
Já agora: querendo acreditar que a tragédia pela qual estamos a passar pode impulsionar-nos a cuidar mais do Outro e a sermos mais solidários, mas também a procurarmos políticas de efetiva preocupação com a sustentabilidade ambiental e com a diminuição de desigualdades, vale a pena refletir, ao nível concelhio, nacional, europeu e mesmo mundial (porque tudo está interligado), sobre as questões do Trabalho.
Com efeito, depois de muita luta, as férias pagas são consideradas um direito de cada pessoa, mas para isso é preciso que se possa ter trabalho.
Em Portugal, o volume de horas semanais efetivamente trabalhadas caiu 26,1%; entre abril e junho, quase um em cada quatro trabalhadores portugueses empregados esteve ausente do trabalho (o lay-off simplificado) – com o fim deste regime, para a generalidade das empresas, no final de julho, quantas destas pessoas vão efetivamente regressar ao seu posto de trabalho? e quantas vão perder o emprego?
E, apesar do lay-off simplificado, a população empregada sofreu uma quebra significativa, tendo sido os trabalhadores com contratos precários os mais penalizados, ao mesmo tempo que a população inativa (a disponível para trabalhar, mas que não procurou ativamente emprego) aumentou 7,5%.
Finalmente: a subutilização do trabalho subiu 1,6% – os desempregados “oficiais”, os trabalhadores a tempo parcial que gostariam de trabalhar mais horas, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis já para ocupar uma vaga, e os inativos disponíveis, mas que não procuram ativamente emprego.
O concelho da Figueira, de acordo com um estudo do projeto i9 Social, é, na Região de Coimbra, aquele que teve a evolução mais grave e preocupante no desemprego, logo urge tomar medidas. Já!

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