Opinião: A saga do Novo Banco

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O que torna cansativa a vida política portuguesa é que o filme é sempre o mesmo e a conversa que se lhe segue é sempre a mesma como se ninguém ainda tivesse visto aquele filme.
Apela-se, invariavelmente, com a mesma cara de indignação de sempre (pelos, vistos, não têm outra), à intervenção do Ministério Público e dos tribunais. Pedem-se esclarecimentos cabais, por todos os meios, com vista ao apuramento de toda a verdade. Exigem-se medidas drásticas e nova legislação, apelos que são reproduzidos nas redes sociais até a náusea. A partir de agora tudo tem de ser diferente! Isto não se pode voltar a repetir!
Sempre com a ressalva, obviamente (não vá o povo entusiasmar-se demasiado), de que, até ao trânsito em julgado da sentença, o que só vai ocorrer “no dia de S. Nunca à tarde”, toda a gente é inocente.
Mas depois repete-se sempre e precisamente da mesma maneira. Não muda nada. Nem o guião, nem os actores. A não ser que algum tenha morrido entretanto, mas, quando isso acontece, é rapidamente substituído pelo filho ou algum parente sucessível.

Pode ler a opinião de Santana-Maia Leonardo na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

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