OPINIÃO: Não me diga que vai lá estar!

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Há diversões que, por muito que apeteçam fazer, podem causar dissabores, sobretudo em tempos duma pandemia que está para durar, apesar do anúncio de Putin, de que a filha já tomou a muito apressada vacina russa “Sputnik”. Oxalá esta seja eficaz e que, altruisticamente, chegue rapidamente a todo o mundo, independentemente do credo ou ideologia política. Mas vamos ao que importa! Já deu 26 euros pela sua EP? Olhe que depois de 3 setembro, serão 38! Por falar em números, diz-se que aquela vacina só foi testada numa trintena de russos. Será verdade?!

Também dizem que serão um terço dos habituais cem mil (que farão às EP já vendidas? ou a crise chegou ao PCP?), os que irão a uma festa que tem tudo de outras romarias, das muitas tasquinhas (para não dizer tascas, palavra de conotações rascas) de comes e bebes, aos vários palcos em que tocarão música popular e erudita. Mas este festejo é especial, por ter o que nos demais arraiais há em épocas eleitorais: inflamados discursos políticos de sonantes mandantes, palavras de ordem e bandeiras partidárias!

Daí que uma festarola que é “o” encontro anual político de comunistas e simpatizantes, será autorizada. Espantoso, face ao tempo em que se pode morrer por não respeitar o distanciamento social. Mesmo assim, aquele evento ocorrerá num ano em que festas como a promovida pelo “L´Humanité” não foram autorizadas, em nome da humanidade. Mas como as invasões napoleónicas não deixaram boas memórias, nós, lusitanos, faremos diferente!

Pelo que, mal temida ministra ergueu a voz sobre regras de saúde pública a cumprir, logo alto dirigente comunista afirmou (lembrando quem se diz que poderia ter dito ”L´État c´est moi!”), que o seu partido é responsável, e garantirá todas as normas de segurança. Ora, como EP não é sigla de empresa pública que sonhem nacionalizar, mas entrada permanente, em breve veremos se o PCP garantirá distâncias sociais (quem diria!) e controlará ajuntamentos populares!

E se em meados de setembro, passado o período de incubação, os casos de contágio dispararem, o que dirá quem autorizar um tão exagerado evento popular? Mais importante do que inventar argumentos pró e contra tamanha irresponsabilidade cívica, não seria mais sensato, a exemplo dos gauleses, proibi-la? Ou os detentores de EP´s tomarão previamente a Sputnick? Bom, se assim for, sempre terá o mérito de ajudar a validar cientificamente a fase 3 desta vacina.

Olhe, se for um dos muitos que irão àquela festa, não se admire que o critiquem. É que um vírus mortífero deve levar cada pessoa a proteger-se e proteger outros. Solidariedade é conceito vão, quando quem o apregoa não o cumpre, pondo em risco outras vidas. Com tantos casos de Covid-19 lá para Lisboa, o mais prudente seria ficar na sua terra. É que, em multidões, o risco de contágio não é grande, é colossal! Mas se, apesar do inegável risco, for à Festa do Avante, divirta-se, e quando voltar seja socialmente responsável: à cautela, fique em casa de quarentena!

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